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  • Justiça gratuita e honorários de sucumbência: por que sua empresa acaba pagando a conta das ações aventureiras?

    Justiça gratuita e honorários de sucumbência: por que sua empresa acaba pagando a conta das ações aventureiras?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Entenda por que as empresas acabam arcando com os custos de ações trabalhistas aventureiras e como o desequilíbrio na justiça gratuita e nos honorários de sucumbência impacta o seu caixa.

    Como a aplicação da justiça gratuita e dos honorários de sucumbência afeta o custo do litígio na sua empresa?

    A reforma trabalhista de 2017 tentou estabelecer um princípio básico de justiça: a responsabilidade processual. A ideia era que a parte vencida, mesmo beneficiária da justiça gratuita, deveria arcar com os honorários de sucumbência, desestimulando pedidos sem fundamento. Porém, o que vemos hoje nos tribunais é uma realidade paralela. 

    Sua empresa já teve a sensação de que, mesmo vencendo o processo, ela saiu perdendo financeiramente?

    O desequilíbrio do risco: a “aposta grátis” do reclamante

    A técnica jurídica atual, moldada por decisões recentes de tribunais superiores, acabou por esvaziar o risco do litígio para o autor. Na prática, o cenário de “risco zero” incentiva a litigância predatória.

    • Concessão automática: A justiça gratuita é frequentemente concedida com base em uma simples declaração, sem uma investigação profunda da real capacidade financeira.
    • Imunidade na sucumbência: Mesmo quando o trabalhador perde a maioria dos pedidos, a execução dos honorários devidos ao advogado da empresa raramente acontece, tornando a regra da CLT letra morta.
    • O custo da defesa: Enquanto o reclamante arrisca pouco, a empresa já entra no processo perdendo com honorários advocatícios contratuais, deslocamentos e horas técnicas de gestores.

    Por que a conta sempre sobra para o empregador?

    O ambiente de alto litígio se retroalimenta. Quando o risco financeiro para quem processa é baixo, o volume de pedidos “aventureiros” cresce, gerando um custo silencioso que corrói o caixa da companhia.

    “Por vezes, a empresa prefere um acordo financeiramente desvantajoso apenas para cessar o custo de manutenção de um processo que, em tese, ela teria razão.”Dra. Melissa Noronha Calabró

    O impacto invisível na sua governança

    Não se trata apenas de dinheiro saindo do caixa. O excesso de ações aventureiras impacta diretamente a tomada de decisão estratégica:

    1. Engessamento do RH: Medo de implementar mudanças legítimas ou feedbacks por receio de novas reclamações.
    2. Cultura de desconfiança: O litígio fácil prejudica o clima organizacional e a relação entre líderes e liderados.
    3. Decisões defensivas: A empresa para de focar no negócio para focar na prevenção de “armadilhas” judiciais.

    Checklist rápido para sua empresa parar de apenas “pagar a conta”

    Para sair de uma postura meramente reativa, é preciso entender se a sua empresa utiliza as ferramentas de gestão de risco disponíveis:

    • Auditoria de evidências: Seus controles de jornada e registros de conduta são claros e auditáveis o suficiente para derrubar aventuras no início?
    • Análise de padrões: O jurídico analisa se os processos vêm de setores, gestores ou temas específicos para atuar na raiz?
    • Postura estratégica: Existe uma diretriz clara sobre quando vale a pena brigar pela condenação por má-fé, mesmo com baixo retorno imediato, para desencorajar futuras ações?

    Sua empresa está preparada para enfrentar esse cenário com estratégia e dados ou continuará apenas reagindo a cada nova citação?.

    A compreensão profunda das nuances da justiça gratuita e da sucumbência é o primeiro passo para mitigar esses custos e proteger o patrimônio da organização.

    O custo de “ganhar e não levar”

    Aceitar que a sucumbência contra o reclamante é uma causa perdida é permitir um vazamento de caixa constante. O cenário atual exige que as empresas parem de tratar o processo como uma fatalidade e comecem a tratá-lo como um desvio de conformidade.

    Se a conta das ações aventureiras está ficando alta demais, o caminho não é apenas a defesa técnica, mas a ofensiva estratégica.

    Como retomar o equilíbrio na sua estratégia trabalhista?

    Não basta vencer o pedido, é preciso desestimular a aventura. Se sua empresa enfrenta um volume alto de pedidos improcedentes que não geram condenação em honorários, você precisa de uma abordagem que vá além da contestação padrão.

    O time trabalhista do Noronha e Nogueira Advogados atua na linha de frente para identificar padrões de litigância predatória e estruturar teses que visam a efetividade da sucumbência e o reconhecimento da má-fé processual.