4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025: Por que esse número preocupa as empresas?
Em 2025, o Brasil registrou aproximadamente 4 milhões de afastamentos do trabalho por incapacidade temporária, segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social. Isso representa o maior volume dos últimos anos e revela um cenário que vai além da estatística.
Se você atua na gestão, no RH ou na direção da empresa, essa informação não deve ser lida como notícia. Deve ser interpretada como alerta estratégico. Cada afastamento impacta produtividade, clima organizacional, planejamento financeiro e, em muitos casos, risco trabalhista.
O que significa 4 milhões de afastamentos na prática empresarial?
Quando falamos em afastamento do trabalho, estamos nos referindo principalmente aos benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo INSS. Isso ocorre quando o empregado fica impossibilitado de trabalhar por mais de 15 dias por motivo de doença ou acidente.
Para a empresa, isso significa:
- reorganização de equipes
• possível contratação temporária
• sobrecarga de outros colaboradores
• risco de caracterização de doença ocupacional
• aumento indireto de passivo trabalhista
Ou seja, uma reestruturação forçada da operação.
Afastamentos por saúde mental em 2026 aumentarão os riscos trabalhistas?
Os dados de 2025 mostram crescimento relevante dos afastamentos por transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Esse movimento não é isolado. Ele acompanha mudanças no ambiente corporativo, maior exposição a estresse contínuo e pressão por produtividade.
Até pouco tempo atrás, muitas empresas tratavam saúde mental como tema secundário. Hoje isso deixou de ser opção.
A atualização da NR-01, que trata das disposições gerais e do gerenciamento de riscos ocupacionais, passa a ter fiscalização punitiva a partir de maio de 2026. Isso significa que a empresa não pode mais ignorar fatores psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos.
Na prática, isso impõe às empresas a necessidade de mapear riscos ligados a:
- sobrecarga contínua
• metas incompatíveis com jornada
• ambiente organizacional tóxico
• ausência de políticas claras de prevenção
Se houver afastamento e ficar demonstrado que o ambiente contribuiu para o adoecimento, o debate pode evoluir para reconhecimento de doença ocupacional.
E quando isso acontece, além do benefício previdenciário, pode surgir estabilidade provisória, além de multas.
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Referência para link: artigo explicando quando o empregado adquire estabilidade após benefício previdenciário
Slug sugerido: /estabilidade-provisoria-apos-afastamento-inss
Status: tema novo sugerido
Quando o afastamento do trabalho pode se transformar em passivo trabalhista?
O risco não nasce no afastamento, ele começa quando:
- não há política clara de saúde ocupacional
• o controle de jornada é falho
• a ergonomia é negligenciada
• o ambiente de trabalho apresenta fatores de estresse contínuo
• não há registro adequado de medidas preventivas
Empresas que não documentam prevenção ficam vulneráveis quando precisam provar que não contribuíram para o adoecimento.
O que os tribunais têm decidido sobre afastamentos e doença ocupacional
O Tribunal Superior do Trabalho tem reconhecido, em diversas decisões, a responsabilidade do empregador quando comprovado o nexo entre atividade laboral e adoecimento.
Na prática, o que se observa é que empresas sem política preventiva estruturada enfrentam maior dificuldade na defesa.
A decisão não pune a estatística, ela pune a ausência de gestão preventiva.
Se 4 milhões de afastamentos em 2025 foram uma realidade nacional, a pergunta aqui é outra: Sua empresa está preparada para lidar com isso sem transformar afastamento em passivo?
Sua empresa está preparada para evitar o aumento dos afastamentos em 2026?
- Você monitora indicadores internos de absenteísmo mensalmente?
• Há integração entre segurança do trabalho, RH e jurídico?
• Existe política documentada de saúde mental e ergonomia?
• Os afastamentos são analisados como evento isolado ou como padrão recorrente?
• Há auditoria periódica das condições de trabalho?
• Sua empresa possui plano estruturado para retorno ao trabalho pós-afastamento?
Se a resposta para algumas dessas perguntas for incerta, o risco já existe.
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Como reduzir riscos trabalhistas em 2026 diante do aumento dos afastamentos?
A legislação trabalhista e previdenciária não pune empresas pelo adoecimento em si. O que gera responsabilização é negligência, omissão ou ausência de medidas preventivas.
Quando há estrutura preventiva, documentação e acompanhamento técnico, o afastamento deixa de ser surpresa jurídica e passa a ser evento administrável.
Prevenir afastamentos é proteger a sua empresa!
Gestão estratégica de saúde ocupacional não é custo adicional. É mecanismo de proteção patrimonial e institucional.
Empresas que adotam políticas preventivas conseguem:
- reduzir litígios
• melhorar clima organizacional
• diminuir rotatividade
• fortalecer cultura interna
• reduzir contingências trabalhistas
E principalmente, manter previsibilidade.
Orientação jurídica preventiva é decisão de gestão inteligente
Cada empresa possui realidade própria, riscos específicos e histórico diferente de afastamentos. A análise individualizada permite mapear vulnerabilidades e estruturar políticas alinhadas à legislação vigente.
O Noronha e Nogueira Advogados atua de forma estratégica ao lado de empresas que desejam transformar dados estatísticos em planejamento preventivo. A assessoria trabalhista empresarial contínua possibilita revisão de práticas, análise de risco, orientação em casos de afastamento e estruturação de políticas internas com segurança jurídica.
Prevenir passivos trabalhistas decorrentes de afastamentos não é apenas cumprir norma. É proteger o negócio.
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