Noronha e Nogueira Advogados

Autor: Melissa Noronha M. de Souza Calabró

  • O que acontece se a empresa não paga as dívidas trabalhistas?

    O que acontece se a empresa não paga as dívidas trabalhistas?

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Não pagar as dívidas trabalhistas pode prejudicar a saúde financeira da empresa e até mesmo colocar em risco o desenvolvimento do negócio, na medida em que, poderá vir a ter seu patrimônio bloqueado e depois vendido para quitar os débitos.

    Sem falar que os bens dos sócios, pessoas físicas, também poderão sofrer bloqueios para o pagamento da dívida trabalhista

    Consequências de não pagar as dívidas trabalhistas

    Caso a dívida trabalhista não seja paga, o ex-empregado, autor da ação, poderá dar prosseguimento à execução e a Justiça do Trabalho poderá tomar uma série de providências para que o crédito do trabalhador seja pago, a exemplo de penhorar, bloquear e vender os bens da empresa. 

    Caso não sejam encontrados bens em nome da empresa, a Justiça do Trabalho determinará que a execução se estenda para o patrimônio dos sócios atuais e até ex-sócios da empresa, como veículos, imóveis, contas bancárias, entre outros diversos bens que podem ser penhorados e em seguida vendidos para a quitação de todas as dívidas trabalhistas. 

    Portanto, embora faça parte do negócio a empresa vir a sofrer demandas trabalhistas, importante que sejam devidamente acompanhadas por um advogado que tem conhecimento técnico para buscar a melhor solução e juntamente com a empresa evitar que o débito trabalhista tome proporções capazes de colocar em risco o negócio e saúde financeira da empresa, bem como, abalar a saúde e tirar o sono do empresário.

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    Sua empresa precisa de assessoria jurídica trabalhista?

    O escritório Noronha e Nogueira Advogados é especialista em trabalhista empresarial, prestando assessoria empresarial trabalhista com conhecimento jurídico especializado e foco em resultados.

    Através de uma banca formada por advogados trabalhistas da área empresarial, o escritório Noronha & Nogueira Advogados, auxilia empresas e empresários a tomar as melhores decisões, através de estratégias seguras pautadas na Lei.

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    Melissa Noronha M. de Souza Calabró é sócia no escritório Noronha & Nogueira Advogados.

    Pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Coaching Jurídico, com formação em Professional & Self Coaching pelo IBC.
    É membro efetivo da Comissão de Coaching Jurídico da OAB/SP.

  • QUER SABER MAIS SOBRE REVISÃO DO FGTS DE 1999 A 2013?

    QUER SABER MAIS SOBRE REVISÃO DO FGTS DE 1999 A 2013?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Diversas tem sido as consultar sobre o processo de revisão dos cálculos ou correção do FGTS.

    Assim, para ajudar a sanar as dúvidas mais comuns, escrevemos o presente arquivo.

    O QUE É FGTS?

    Antes de adentramos ao direito de ação relativo à questão, vale esclarecer que FGTS significa Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e trata-se de uma conta vinculada aberta pela empresa em nome do empregado para que sejam depositados mensalmente 8% do salário do trabalhador e, no caso de demissão sem justa causa, a multa de 40%.

    O FGTS tem como finalidade amparar o empregado no caso de demissão sem justa causa, sendo ainda possível utilizar o FGTS para aquisição de imóvel próprio, aposentadoria ou doenças graves.

    Tem direito ao FGTS todo trabalhador com contrato de trabalho registrado em CTPS, trabalhadores rurais, temporários, avulsos, safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita) e atletas profissionais. O diretor não empregado e o empregado doméstico podem ser incluídos no sistema, a critério do empregador.

    QUEM TEM DIREITO À REVISÃO DO FGTS?

    Todo trabalhador que tem dinheiro na conta do FGTS ou que possuía saldo entre 1999 e 2013, seja aposentado ou não, pode ter direito a revisão/correção do saldo do FGTS.

    Ou seja, Qualquer pessoa que trabalha ou tenha trabalhado com CTPS assinada, entre os anos de 1999 e 2013.

    JULGAMENTO STF – REVISÃO DO FGTS 1999 A 2013

    No próximo dia 13, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar o julgamento da ação de correção dos depósitos feitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde 1999 é utilizada a Taxa Referencial (TR) para a atualização monetária do FGTS, que é questionada por não acompanhar a inflação e faz com que o trabalhador perca seu poder de compra.

    O índice que deverá ser usado para correção do FGTS é o INPC – Índice de Preço ao Consumidor ou IPCA, pois estes índices acompanham a inflação.

    A perda em razão da correção do FGTS pela TR pode variar entre 48% a 88%.

    O QUE É PRECISO FAZER?

    Para ter direito à revisão é preciso entrar com uma ação judicial contra a Caixa Econômica Federal – CEF perante a Justiça Federal.

    QUAIS SÃO OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA ENTRAR COM A AÇÃO JUDICIAL:

    Para entrar com a ação judicial para pedir a correção do saldo do FGTS é preciso contratar um advogado e entregar a esse profissional os seguintes documentos:

    • Cópia CTPS (carteira de trabalho – página onde está o número do PIS);
    • Extrato do FGTS (Caixa Econômica Federal) a partir de 1991 ou ano posterior a este em que se iniciou o trabalho com carteira assinada;

    O extrato pode ser obtido nas agências da Caixa Econômica Federal ou pela internet, através do site da instituição, no seguinte endereço:https://sisgr.caixa.gov.br/portal/internet.do?segmento=CIDADAO∏uto=FGTS

    • Cópia da Carteira de Identidade – RG;
    • Cópia do CPF;
    • Comprovante de residência.

    TEM DIREITO À REVISÃO O TRABALHADOR QUE SACOU O FGTS?

    Sim. Há decisão determinando que nesses casos a diferença da correção monetária deverá ser pago imediatamente em favor do beneficiário, que receberá através de alvará.

    Inclusive quem sacou o FGTS para aquisição da casa própria, pode entrar com a ação para pedir a correção do saldo existente na época.

    Para o trabalhador que não sacou o FGTS e não utilizou para aquisição de casa própria, deve receber a diferença decorrente da correção mediante depósito na conta vinculada do FGTS, ou seja, nessa hipótese o beneficiário receberá o valor correspondente apenas quando acontecer uma das situações autorizadoras do saque do FGTS, a exemplo, de demissão sem justa causa, grave doença, morte do trabalhador, aposentadoria, etc.

    O escritório Noronha e Nogueira Advogados é especialista no Direito do Trabalho.

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    Melissa Noronha M. de Souza Calabró é sócia no escritório Noronha & Nogueira Advogados.

    Pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Coaching Jurídico, com formação em Professional & Self Coaching pelo IBC.
    É membro efetivo da Comissão de Coaching Jurídico da OAB/SP.

  • SANCIONADAS PELO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO AS MP 1045 E 1046 FOLEGO PARA AS EMPRESAS

    SANCIONADAS PELO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO AS MP 1045 E 1046 FOLEGO PARA AS EMPRESAS

    Tempo de leitura: 2 minutos

    No último dia 27 foi sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro as Medidas Provisórias 1045 e 1046/2021. Com isso as empresas ganham um fôlego para encarar esse período de pandemia que perdura no tempo mais do que havíamos imaginado.

    A MP 1045/2021 instituiu o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e dispõe sobre medidas complementares para o enfrentamento das consequências da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus no âmbito das relações de trabalho.

    A MP 1046/2021 dispõe sobre as medidas trabalhistas também para o enfrentamento das consequências da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus.

    Ambas MP´s geram impactos na vida das empresas e de seus empregados que persistem enfrentando os danos causados pela pandemia e se complementam, sendo válidas a partir da data de sua publicação, qual seja, 27/05/2021.

    A MP 1045 tem validade de 120 dias autoriza que as empresas suspendam os contratos de trabalho ou façam a redução proporcional entre jornada e salário, através de acordos e convenções coletivas ou acordo individual escrito a serem firmados entre as partes a partir da data de implementação da medida provisória.

    A MP 1045 prevê, ainda, que suspensão ou redução salarial possa ser aplicada por meio de acordo individual escrito ou negociação coletiva com empregados com salário igual ou inferior a R$ 3.300,00 ou que tenham curso superior e recebem salário mensal igual ou superior a 2 vezes o limite máximo do Regime Geral de Previdência Social, ou seja, salários acima de R$ 12.867,14. Trabalhadores que recebam salários entre R$ 3.300,00 e R$ 12.867,14 só poderão ter os salários reduzidos mediante acordo coletivo ou convenção coletiva, exceto se a redução da jornada e do salário for de 25% e se a redução da jornada e do salário ou a suspensão do contrato for firmada por acordo que não resultar diminuição do valor total recebido mensalmente pelo empregado.

    Já a MP 1046 facilita as políticas de enfrentamento da pandemia, garantindo a efetividade na segurança dos colaboradores.

    Através da MP 1046 será possível adotar o teletrabalho, fazer o adiantamento de feriados, promoção de férias coletivas, adiantamento de recesso individual, banco de horas e ficarão suspensas as exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho e o adiamento do recolhimento do FGTS.

    Com essas medidas é dada nova oportunidade para as empresas conseguirem reduzir as despesas durante o período em que podem estar com as atividades suspensas ou reduzidas.

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  • A PEJOTIZAÇÃO NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

    A PEJOTIZAÇÃO NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

    Tempo de leitura: 3 minutos

    O QUE É PEJOTIZAÇÃO?

    Pejotização acontece quando incorrendo em fraude o empregador obriga o empregado a constituir uma pessoa jurídica com a intenção de mascarar a relação de emprego.

    QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DE UMA RELAÇÃO DE EMPREGO?

    Há relação de emprego quando presentes os requisitos previstos nos artigos 2º e 3º da CLT quais sejam: pessoalidade, onerosidade, habitualidade ou não eventualidade e subordinação, sendo este último de maior importância na relação jurídica e que ganha a observância do direito do trabalho, eis que presente em todo contrato de trabalho.

    QUANDO HÁ CONTRATO DE TRABALHO?

    É através do contrato que se origina a relação de emprego.

    Quando não presente na relação entre as partes a subordinação e pessoalidade, há prestação de serviço, geralmente através de um trabalhador autônomo. Nesse caso não se configura a relação de emprego e um contrato de trabalho, sendo uma relação jurídica que não se desenvolverá sob a proteção da legislação trabalhista.

    A subordinação está presente na relação de emprego, porque além de expressamente prevista no art. 3º. da CLT, cabe ao empregador dirigir a prestação de serviços e, portanto, o contrato de trabalho.

    No trabalho à distância (teletrabalho) está presente a subordinação, assim como a recusa do empregado em aceitar o serviço, no caso, por exemplo, de contrato intermitente, que se tratam de relações de trabalho.

    Para a maioria dos doutrinadores e julgadores é a subordinação o requisito o primordial e indispensável para caracterizar a relação de emprego.

    Geralmente empregador e empregado têm interesses conflitantes, eis que o primeiro visa pagar menos para ter mais lucro e um negócio rentável e o segundo visa ganhar mais e ter melhores condições de trabalho.

    Contudo, o empregador não pode se valer da flexibilização como forma de infringir a legislação trabalhista.

    Flexibilização não significa prejudicar o empregado, normalmente a parte mais vulnerável na relação de emprego, mas sim possibilitar a proteção dos seus direitos trabalhistas e concomitantemente estimular o empregador para que continue contribuindo para o crescimento da economia e gerando mais empregos.

    PEJOTIZAÇÃO – FALSA ILUSÃO

    Assim, a pejotização ocorre quando a finalidade é disfarçar a caracterização da relação trabalhista e o trabalhador se vê obrigado a constituir uma pessoa jurídica para ser contratado pela empresa e assim ficar desprotegido do Direito do Trabalho. Contudo, presta os serviços como se empregado fosse.

    Com a falsa promessa de que terá aumento no valor da sua remuneração devido à redução de custos e pagamento de impostos, o trabalhador contratado através de uma pessoa jurídica nessas condições deixa de receber direitos trabalhistas que tem direito como, por exemplo, horas extras, décimo terceiro salário, férias + 1/3, FGTS, dentre outros.

    Já o empregador ao contratar o trabalhador nessas condições tem a falsa ilusão de que ao burlar a legislação obterá redução dos custos resultantes de uma relação de emprego.

    Porém, tratando-se de fraude e vindo a ser reconhecido o vínculo de emprego caso o trabalhador entre com uma ação judicial, a empresa poderá sofrer sérios e irreparáveis.

    Vale mencionar o disposto no artigo 9º da CLT que estabelece: “Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação.”    

    Dessa maneira, se o Juiz do Trabalho constatar a conduta fraudulenta, o contrato de prestação de serviço será declarado nulo e será reconhecido o vínculo empregatício entre as partes envolvidas, determinará a anotação na CTPS do empregado e, ainda, será imposta condenação do empregador ao pagamento de todas as verbas trabalhistas típicas e demais obrigações provenientes do reconhecimento do vínculo.

    Sem falar que a pejotização contribui também a uma violação à Previdência Social, na medida em que ao tratar o empregado como pessoa jurídica gera prejuízos aos cofres públicos.

    Portanto, forçar o empregado a abrir uma pessoa jurídica para ser contratado pode trazer enormes prejuízos à empresa e colocar o negócio em risco no caso de o vínculo de emprego vir a ser reconhecido em uma ação judicial.

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    Através de uma banca formada por advogados trabalhistas da área empresarial, o escritório Noronha & Nogueira Advogados, auxilia empresas e empresários a tomar as melhores decisões, através de estratégias seguras pautadas na Lei.

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  • Lei Geral de Proteção de Dados  e o Compliance Trabalhista

    Lei Geral de Proteção de Dados e o Compliance Trabalhista

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Com a vigência da LGPD, muitas empresas possuem uma cultura de privacidade, e se ainda não implementaram, estão tomando as providências para iniciar a adequação às regras da LGPD e realizar as alterações no compliance, haja vista que entenderam que tão importante quanto proteger e saber como gerir dados de empregados e clientes, é manter em segurança destas informações, bem como, cobrar de seus parceiros e prestadores de serviços o cumprimento das regras da LGPD.

    Lei Geral de Proteção de Dados traz mudanças na gestão de dados de funcionários, estagiários e prestadores de serviços

    A partir da entrada em vigor da LGPD, as relações trabalhistas estão sendo repensadas, principalmente com relação à coleta, armazenamento e uso de dados pessoais e sensíveis que são tratados no setor de recursos humanos das empresas, sejam eles regidos pela CLT ou não.

    Todos os procedimentos, inclusive os anteriores à contratação e após o término do contrato devem ser readequados às normas da LGPD e às regras trabalhistas.

    O tratamento de dados e a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados nas relações de trabalho começam desde o anúncio da vaga de emprego, devendo considerar todos os tratamentos e fluxos de dados durante a vigência do contrato de trabalho até a fase da rescisão contratual.

    Inclusive, muitos dados pessoais ainda poderão continuar sendo tratados após a extinção do contrato de trabalho e pelo período da prescrição, já que a Lei Geral de Proteção de Dados autoriza este tratamento.

    Vale ressaltar, que a LGPD exige a conformidade do tratamento de dados pessoais não apenas dos empregados registrados (CLT) mas também dos trabalhadores autônomos e eventuais.

    No processo seletivo, não poderá haver coleta de dados pessoais com intuito discriminatório, seja por meio de questionários ou em entrevistas, como a coleta de informações que se referem a idade, sexo, condição social, orientação sexual, salvo quando da natureza da atividade a ser exercida ou para proteger a integridade física ou a saúde do trabalhador.

    Compliance Trabalhista deve garantir a transparência nas relações entre empregado e empresa

    Compliance é um conjunto de ações que visa garantir as boas práticas em uma empresa e a possibilite se desenvolver em conformidade com a legislação.

    O Compliance precisa considerar processos internos e externos (entre os fatores externos, deve contemplar relações com empresas parceiras, fornecedores, público e sociedade).

    A instituição do compliance trabalhista deve ser realizada de maneira isenta de interesses pessoais, não deve considerar vínculos hierárquicos, de amizade ou qualquer outro capaz de distorcer seu verdadeiro propósito.

    Assim, as regras instituídas através do compliance trabalhista devem nortear o comportamento das pessoas de forma positiva e pragmática, de maneira que seja possível trazer benefícios a todo o ambiente corporativo

    Para uma empresa atuar em conformidade com a legislação trabalhista, deve respeitar o disposto na Constituição Federal, na Consolidação das Leis Trabalhistas, normas coletivas, normas de medicina e segurança do trabalho e decisões judiciais pertinentes, quando houver, bem como, a LGPD.

    Dessa forma o compliance trabalhista é uma ferramenta de normas que envolvem a coordenação da gestão de riscos das áreas afins com o setor de recursos humanos, por exemplo, os setores administrativo, financeiro, contábil, jurídico e segurança e medicina do trabalho.

    Avaliar continuamente os processos internos de uma empresa é a melhor maneira de detectar inadequações e corrigir problemas e é fundamental para implementar mudanças que garantam a atuação da organização em conformidade com a legislação.

    Com a LGPD em vigor, é preciso que as empresas revisem os contratos de trabalho vigentes e futuros, façam as adequações necessárias da gestão dos dados pessoais de candidatos a vagas e profissionais, de seus empregados e ex-empregados, sejam eles CLT ou não, dos clientes, parceiros e prestadores de serviços.

    Portanto, o programa de adequação às regras da LGPD é uma maneira de garantir a efetividade, ainda que em parte, do compliance trabalhista dentro da empresa.

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  • COMO O ADVOGADO TRABALHISTA PODE AUMENTAR A RENTABILIDADE DA EMPRESA?

    COMO O ADVOGADO TRABALHISTA PODE AUMENTAR A RENTABILIDADE DA EMPRESA?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    O advogado trabalhista é o profissional especializado na área do Direito do Trabalho, cuja atuação tem como objetivo garantir que a empresa atue em conformidade com a legislação trabalhista, inclusive a CLT, e para que seja mantida uma boa relação entre o empregador e o empregado.

    Contar com uma consultoria e assessoria jurídica trabalhista, preventiva e contenciosa, garante maior segurança jurídica à empresa e permite que se desenvolva de forma mais rentável. Portanto, diferente do que muitos possam imaginar, contar com a assessoria de um advogado trabalhista é um excelente investimento que trará resultados positivos para a empresa a médio e longo prazo.

    No que se refere à consultoria trabalhista preventiva, tem como principal objetivo garantir que questões de rotina e estratégica da empresa sejam solucionadas de maneira mais eficaz, prevenindo ações judiciais trabalhistas, minimizando gastos e outros transtornos, haja vista, que o acompanhamento estratégico diminui consideravelmente os riscos trabalhistas da organização.

    QUAIS AS VANTAGENS DA ASSESSORIA JURÍDICA TRABALHISTA?

    Abaixo seguem algumas vantagens da consultoria trabalhista:

    • Melhora do desempenho financeiro;
    • Melhora do clima organizacional da empresa e do relacionamento entre empregador e empregado;
    • Garante maior segurança contratual;
    • Contribui para o crescimento e rentabilidade do negócio;
    • Redução das reclamações trabalhistas e encargos jurídicos decorrentes;
    • Aumento da satisfação dos empregados, possibilitando retenção de talentos;
    • Definição mais adequada das modalidades de contratação;
    • Redução de custos tanto em decorrência da diminuição de reclamações trabalhistas como devido à definição acertada das formas de contratação.

    O QUE FAZ UM ADVOGADO EMPRESARIAL TRABALHISTA?

    A seguir citamos, a título de exemplo, algumas das principais funções que um advogado trabalhista realiza e como pode contribuir para o melhor desenvolvimento de sua empresa:

    No âmbito da assessoria consultiva e preventiva:

    • Análise dos procedimentos e rotinas trabalhistas;
    • Elaboração de contrato e orientação sobre terceirização de serviços;
    • Análise e revisão de políticas de recursos humanos;
    • Assessoria e defesa nas questões relativas a Autos de Infração;
    • Criação e instituição de Banco de Horas;
    • Assessoria na interpretação e aplicação da legislação trabalhista;
    • Treinamentos;
    • Auditoria e Compliance trabalhista;
    • Implementação da LGPD.

    No âmbito da assessoria no contencioso:

    • Elaboração de defesas, petições e recursos;
    • Representação da empresa em audiências;
    • Análise estratégica para solução do processo judicial;
    • Sustentação oral nos Tribunais.

    QUANDO CONTRATAR UM ADVOGADO TRABALHISTA?

    A contratação de um advogado trabalhista para otimizar o desempenho e resultados da empresa pode acontecer quando os gestores se dão conta dos gastos demasiados com reclamações trabalhistas, o que costuma ocorrer devido fragilidades na redação dos contratos de trabalho ou regras incompatíveis com as exigências legais.

    Em ambos os casos, a assessoria prestada por um advogado trabalhista é de grande valia, porque o advogado tem capacidade técnica para analisar os contratos com a definição de políticas e estratégias mais adequadas à empresa.

    Outros motivos que levam as empresas a contratarem os serviços jurídicos de um advogado trabalhista:

    • Quando há insatisfação dos colaboradores com a empresa e um clima organizacional desfavorável;
    • Falta de controle do passivo trabalhista;
    • Aumento de reclamações trabalhistas;
    • Incapacidade de retenção de talentos;
    • Desconhecimento das vantagens e desvantagens de cada modalidade de contratação;
    • Dificuldades na definição de regras de trabalho, como de horas extras, home office, férias e outras.

    Quando a empresa opta por contratar uma assessoria jurídica mensal e permanente, os honorários do advogado trabalhista acabam sendo mais vantajosos para a organização, pois conta com a prestação de serviço mensal e, consequentemente, mais acessível de maneira a não comprometer os lucros da empresa.

    Diferente quando se contrata o advogado trabalhista para defender os interesses da empresa em uma ação trabalhista específica, situação em que os honorários contratados serão exclusivamente para aquele determinado serviço, gerando uma despesas de contingência e não preventiva.

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  • MEU NEGÓCIO NÃO PODE FUNCIONAR! BANCO DE HORAS, UMA SOLUÇÃO.

    MEU NEGÓCIO NÃO PODE FUNCIONAR! BANCO DE HORAS, UMA SOLUÇÃO.

    Tempo de leitura: 3 minutos

    As empresas, especialmente do comércio, que vêm sendo afetadas pelas restrições de funcionamento em decorrência da pandemia do coronavírus, estão adotando o BANCO DE HORAS NEGATIVO, também chamado BANCO DE HORAS INVERTIDO, como ESTRATÉGIA para possibilitar a continuidade do negócio, evitar mais demissões e diminuir os prejuízos.

    Decorrido quase 1 (um) mês da determinação do Governo para a suspensão das atividades e até o momento sem poder contar com os benefícios semelhantes aos concedidos em 2020, a exemplo da possibilidade de adiantamento de férias individuais não vencidas e o programa de redução da jornada de trabalho e salários, as empresas foram obrigadas a deixar seus empregados em casa, acumulando horas não trabalhadas.

    Como consequência, o valor que os empregados receberem por essas horas não trabalhadas poderá ser descontado no futuro com a realização de horas extras e que, portanto, não serão pagas na época oportuna.

    As horas não trabalhadas durante esse período ainda poderão ser descontadas dos salários e nas rescisões dos contratos de trabalho, caso exista previsão no acordo individual de Banco de Horas ou em acordo coletivo.

    FUNDAMENTO LEGAL PARA BANCO DE HORAS NEGATIVO

    A partir de 11/11/2017, através da lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), tornou-se possível aos empregadores estabelecer o Banco de Horas por meio de acordo individual. Antes de 2017 era permitido o Banco de Horas, mas apenas através de acordo ou convenção coletiva de trabalho, incluindo ainda a participação do sindicato da categoria. 

    O banco de horas normalmente é utilizado para conceder descanso depois de realizadas horas extras pelo empregado. Contudo, devido a pandemia do coronavírus, ocorre o contrário, sendo adotado o banco de horas negativo ou invertido.

    O QUE SÃO HORAS NEGATIVAS?

    O período em que o empregado deixou de exercer suas atividades geram horas negativas e o banco de horas fica com saldo negativo.

    Desta maneira, o empregado deverá “pagar” essas horas por meio de seu trabalho, de maneira a compensar as horas negativas do Banco de Horas.

    O § 2o do art. 59 da CLT estabelece que:

    Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.    

    Ou seja, conforme disposto no citado dispositivo legal a compensação de horas poderá ocorrer no período máximo de 1 (um) ano se houver acordo ou convenção coletiva de trabalho.

    Sendo o banco de horas estipulado por acordo individual escrito, nos termos do art. 59, § 5º da CLT, a compensação deverá ocorrer no período máximo de 6 (seis) meses.

    Ainda, dispõe o § 6º. do citado art. 59 da CLT que é lícito o regime de compensação da jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês.

    Em suma, a Reforma Trabalhista alterou a legislação trazendo maior flexibilidade ao possibilitar que o acordo seja feito individualmente e por escrito e que a compensação ocorra dentro do prazo de 6 (seis) meses.

    Outra possibilidade trazida com a Reforma Trabalhista foi o banco de horas por acordo verbal, desde que nesse caso as horas sejam compensadas no período de um mês.

    COMO PROCEDER NO CASO DE EMPREGADO DEMITIDO E QUE POSSUI HORAS NEGATIVAS?

    Neste caso é preciso cautela para que não haja violação ao princípio da irredutibilidade dos salários e transferência do risco do negócio ao empregado.

    Os descontos são possíveis se houver a intermediação do sindicato ou se houver nova regra do governo autorizando o desconto, como programa de redução da jornada de trabalho e do salário.

    Contudo, as horas negativas podem ser descontadas na rescisão do contrato de trabalho, desde que observado eventual limite estipulado em acordo coletivo ou o desconto não exceda o equivalente a um mês de remuneração do empregado.

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    Melissa Noronha M. de Souza Calabró é sócia no escritório Noronha & Nogueira Advogados.

    Pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Coaching Jurídico, com formação em Professional & Self Coaching pelo IBC.
    É membro efetivo da Comissão de Coaching Jurídico da OAB/SP.

     

  • POR QUE É IMPORTANTE PARA AS EMPRESAS MANTER O REGISTRO DE OPERAÇÕES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS?

    POR QUE É IMPORTANTE PARA AS EMPRESAS MANTER O REGISTRO DE OPERAÇÕES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    O QUE É REGISTRO DAS OPERAÇÕES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS?

    Antes de entender a sua importância, é precisa saber o que se trata o Registro de Operações de Tratamento de Dados Pessoais.

    Segundo o que dispõe o art. 37 da Lei Geral de Proteção de Dados/LGPD (Lei nº 13.709/2018), os agentes de tratamento de dados devem manter o registro das operações de tratamento de dados pessoais que realizarem, especialmente quando baseado no legítimo interesse, sob pena de vir a sofrer punições.

    De forma sucinta, o registro de operações de tratamento de dados pessoais é a compilação estruturada dos tratamentos de dados pessoais realizados dentro da empresa e o documento que viabiliza a proteção dos dados pessoais pela organização e através do qual tem conhecimento dos tratamentos de dados que realiza.

    Assim, mais que o mero cumprimento de uma exigência da lei, o registro de operações ajuda na implementação dos controles necessários para atender aos princípios e demais obrigações impostas pela LGPD.

    QUAIS OS BENEFÍCIOS DE FAZER O REGISTRO DAS OPERAÇÕES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS?

    O registro de operações de tratamento de dados pessoais proporciona os seguintes benefícios:

    • Identificação dos tipos de dados tratados pela empresa;
    • Conhecimento das bases legais que legitimam o tratamento dos dados pessoais;
    • Facilita o atendimento das solicitações dos titulares, como a confirmação da existência do tratamento, o acesso aos dados, retificação e exclusão;
    • Conhecimento de onde os dados pessoais estão armazenados;
    • Transparência sobre as medidas técnicas e administrativas adotadas para garantir a segurança e proteção dos dados pessoais.

    COMO ELABORAR O REGISTRO DAS OPERAÇÕES DE TRATAMENTO DE DADOS?

    O registro de operações de tratamento de dados pessoais é realizado durante a implementação do projeto de adequação à LGPD, via de regra, após o mapeamento dos dados pessoais.

    Por meio do mapeamento dos dados pessoais a empresa tem condições de saber como e quais os dados pessoais que são coletados; quem tem acesso aos dados pessoais, qual a finalidade do tratamento dos dados pessoais e quais são os mecanismos de proteção que são ou podem ser aplicados.

    O QUE DEVE CONTER O REGISTRO DAS OPERAÇÕES DE TRATAMENTO DE DADOS?

    O art. 30 da GDPR traz uma diretriz das informações mínimas necessárias que o registro de operações de tratamento de dados pessoais deve conter, dentre as quais:

    • Nome e contato do controlador e do encarregado;
    • A finalidade do tratamento de dados pessoais;
    • A descrição da categoria dos dados pessoais tratados e dos titulares de dados;
    • Se há o compartilhamento dos dados pessoais;
    • Se existe a transferência internacional dos dados;
    • O prazo para eliminação dos dados pessoais;
    • A descrição geral das medidas de segurança da informação adotadas pela organização;
    • Indicação da base legal que legitima o tratamento;
    • Descrição da atividade de tratamento.

    ATUALIZAÇÃO CONSTANTE

    Uma vez elaborado o registro de operações de tratamento de dados, deverá ser constantemente atualizado para informar efetivamente todos os tratamentos realizados pela empresa, incluindo os novos tratamentos e excluindo aqueles que não são mais utilizados. Essa atualização constante deverá ser realizada pelos colaboradores da organização que deverão ser treinados para que entendam com maior clareza as exigências da LGPD.

    Para se adequar à LGPD todos os colaboradores e todas as áreas da empresa que realizam tratamento de dados pessoais devem estar comprometidos em respeitar as exigências da lei.

    Portanto, é de suma importância que as empresas tomem providências para se adequar à LGPD e elaborem o registro de operações de tratamento de dados, a fim de não apenas evitar penalidades pelo descumprimento do art. 37 da lei, mas também para garantir a privacidade, a proteção de dados, possa atender os direitos dos titulares dos dados e dessa maneira continuem se desenvolvendo com segurança jurídica, em conformidade com a legislação vigente e com maior potencial competitivo no mercado.

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    Melissa Noronha M. de Souza Calabró é sócia no escritório Noronha & Nogueira Advogados.

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  • EMPREGADO SE RECUSA A FAZER O  EXAME DEMISSIONAL. O QUE FAZER?

    EMPREGADO SE RECUSA A FAZER O EXAME DEMISSIONAL. O QUE FAZER?

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Na sua maioria o fim de todo relacionamento não é fácil. Da mesma maneira acontece com o fim das relações trabalhistas que, não raras vezes, terminam de maneira abrupta e os ressentimentos gerados nessa relação causam algumas desavenças entre o empregador e o empregado que se desliga.

    Ao término da relação trabalhista, uma das obrigações do empregado é realizar o exame demissional.

    De acordo com o disposto no art. 168 da CLT todo trabalhador deve realizar exames médicos,  antes da contratação e no momento da demissão, respectivamente, chamados de exame admissional e demissional.

    Entretanto, pode acontecer de devido a problemas pessoais decorrentes da demissão, o trabalhador se recuse a realizar o exame demissional, às vezes, como forma, ainda que inconsciente, de tentar penalizar a empresa.

    Deparando-se com essa recusa, há empregadores que cogitam reter a Carteira de Trabalho até que o empregado apresente o exame demissional. Contudo, essa medida não é adequada, especialmente por não ser juridicamente acertada, além de poder trazer consequências ruins ao empregador.

    A retenção da Carteira de Trabalho além do prazo previsto em lei, acarreta multa administrativa para a empresa em valor que pode chegar até o valor de um salário percebido pelo empregado.

    Assim, considerando que a retenção da Carteira de Trabalho não é a medida mais adequada, o que fazer se o empregado se recusar a realizar o exame demissional para encerrar o contrato de trabalho de forma regular?

    Primeiro, cabe à empresa providenciar a marcação de data e horário para a realização do exame demissional e informar o empregado que todas as despesas que houver ficarão a cargo do empregador.

    Se ainda assim o empregado se recusar a realizar o exame demissional, a empresa deve fazer uma declaração informando a recusa e colher a assinatura do trabalhador.

    Havendo, ainda, recusa do empregado em assinar a supra referida declaração, sua assinatura poderá ser suprida com a assinatura de duas testemunhas devidamente identificadas e que acompanharam o ocorrido, ou seja, que foi providenciado o agendamento do exame demissional, informado ao empregado que as despesas por ventura havidas seriam suportadas pela empresa, que o empregado se recusou a realizar o exame, que por essa razão lhe foi apresentada a declaração discorrendo a respeito da recusa com relação ao exame demissional e, ainda, se recusou a assinar a declaração.

    Tomando essas providências a empresa procederá em conformidade com a legislação vigente, terá condições de demonstrar que cumpriu com suas obrigações e que o exame demissional somente não foi realizado devido a recusa do empregado.

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