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Tag: Justiça do Trabalho

  • Assédio moral no trabalho e risco empresarial: crescimento de ações expõe falhas de gestão e aumenta passivo trabalhista

    Assédio moral no trabalho e risco empresarial: crescimento de ações expõe falhas de gestão e aumenta passivo trabalhista

    Tempo de leitura: 4 minutos

    O aumento das ações por assédio moral revela risco jurídico empresarial e falhas de gestão. Entenda impactos, NR-1, riscos psicossociais e prevenção.

    Quando o problema deixa de ser individual e passa a ser estrutural: o assédio moral como risco de governança empresarial

    O aumento expressivo de ações trabalhistas envolvendo assédio moral no ambiente de trabalho não pode mais ser interpretado apenas como um fenômeno jurídico isolado.

    Segundo dados recentes do Tribunal Superior do Trabalho, a Justiça do Trabalho recebeu mais de 600 mil ações relacionadas a assédio moral entre 2020 e 2025, além de dezenas de milhares de novos processos já no início de 2026.

    O dado, por si só, já chama atenção. Mas o ponto central não está no volume.

    O verdadeiro alerta para empresas está na leitura estrutural que esse cenário impõe:

    o crescimento das ações revela falhas de gestão, fragilidades de liderança e ausência de controle sobre riscos psicossociais no ambiente corporativo.

    O que está realmente em jogo para as empresas

    O assédio moral deixou de ser tratado apenas como conflito interpessoal.

    Na prática, ele passou a ser interpretado pela Justiça do Trabalho como reflexo direto da organização do ambiente laboral.

    Isso significa que a análise jurídica não se limita ao ato isolado, mas alcança:

    • modelo de gestão
    • cultura organizacional
    • práticas de liderança
    • política de metas e cobrança
    • estrutura de controle interno

    Surge aqui uma questão central para empresas:

    até que ponto a forma de gestão adotada está juridicamente segura diante do atual entendimento da Justiça do Trabalho?

    O que caracteriza assédio moral no entendimento do TST?

    A jurisprudência trabalhista diferencia de forma clara a cobrança legítima de desempenho de práticas abusivas reiteradas.

    São frequentemente reconhecidas como condutas de assédio moral:

    • humilhações públicas ou repetidas
    • cobranças com exposição vexatória
    • ameaças constantes de demissão como forma de controle
    • isolamento do trabalhador
    • punições constrangedoras
    • exclusão deliberada de atividades ou oportunidades
    • pressão abusiva e desproporcional por metas
    • restrição indevida de pausas e necessidades básicas

    Ao mesmo tempo, o próprio entendimento do TST reforça um ponto essencial:

    cobrança por resultado não é, por si só, assédio moral.

    O problema jurídico não está na exigência de produtividade, mas na forma como ela é exercida dentro da estrutura de poder organizacional.

    O ponto crítico: assédio moral como risco psicossocial

    A evolução mais relevante desse tema não está apenas nas indenizações.

    Ela está na mudança de abordagem sobre o ambiente de trabalho.

    Com a consolidação de debates sobre NR-1 e gestão de riscos ocupacionais, o ambiente organizacional passa a incluir também os chamados riscos psicossociais, como:

    • estresse ocupacional
    • burnout
    • ansiedade relacionada ao trabalho
    • pressão excessiva e contínua
    • ambientes de liderança tóxica

    Nesse cenário, o assédio moral deixa de ser apenas um evento jurídico e passa a ser um indicador de falha de governança interna.

    O impacto jurídico direto para as empresas

    O aumento das ações traz consequências práticas relevantes para o passivo trabalhista:

    1. Indenizações por dano moral

    Reconhecimento judicial de violação à dignidade do trabalhador.

    2. Rescisão indireta do contrato de trabalho

    Um dos efeitos mais sensíveis: o empregado pode romper o contrato por culpa da empresa, recebendo verbas equivalentes à dispensa sem justa causa.

    3. Ampliação do risco coletivo

    Ambientes organizacionais repetitivos em condutas abusivas podem gerar múltiplas ações simultâneas.

    4. Responsabilização por omissão

    A empresa pode ser responsabilizada não apenas pelo ato do gestor, mas pela ausência de mecanismos de prevenção e controle.

    O que o crescimento das ações revela sobre o Judiciário

    O dado do TST evidencia uma mudança importante de perspectiva:

    O Judiciário trabalhista está cada vez mais atento a:

    • padrões de gestão
    • repetição de condutas organizacionais
    • estrutura de comando
    • cultura empresarial

    Em outras palavras, o foco não está apenas no indivíduo que pratica o ato, mas no ambiente que permite a sua repetição.

    NR-1, governança e prevenção de passivo trabalhista

    A modernização das normas de saúde e segurança do trabalho reforça uma tendência clara:

    empresas precisam estruturar mecanismos formais de prevenção de riscos psicossociais.

    Isso envolve:

    • mapeamento de riscos no ambiente de trabalho
    • treinamento de lideranças e gestores
    • políticas internas de conduta e integridade
    • canais de denúncia estruturados
    • revisão de metas e modelos de cobrança
    • monitoramento de clima organizacional

    A ausência dessas medidas não é apenas uma fragilidade operacional.

    É uma exposição jurídica direta.

    Assédio moral como risco de governança e passivo trabalhista empresarial 

    O crescimento superior a 600 mil ações relacionadas a assédio moral não representa apenas um dado estatístico da Justiça do Trabalho.

    Ele revela uma mudança estrutural na forma como o direito do trabalho interpreta a gestão empresarial.

    O assédio moral, nesse contexto, deixa de ser um problema pontual e passa a ser tratado como um indicador de risco organizacional, diretamente ligado à governança, à liderança e à estrutura de controle interno das empresas.

    Empresas que não incorporam a gestão de riscos psicossociais à sua estratégia de compliance trabalhista tendem a enfrentar maior exposição a litígios, passivos e impactos reputacionais.

    Estratégia jurídica trabalhista e mitigação de risco

    A prevenção de passivos trabalhistas relacionados ao assédio moral passa pela construção de uma governança interna consistente, pela revisão das práticas de liderança e pela implementação de políticas de compliance trabalhista voltadas à saúde organizacional.

    Diante do aumento expressivo de ações envolvendo assédio moral, a exposição a passivos trabalhistas decorrentes da gestão de pessoas deixa de ser um risco pontual e passa a integrar a rotina de vulnerabilidade jurídica das empresas.

    Nesse cenário, a ausência de uma análise jurídica especializada não elimina o risco, apenas mantém a empresa exposta às mesmas fragilidades já reconhecidas pela jurisprudência trabalhista, especialmente quando não há revisão estruturada das práticas de gestão e liderança.

  • Litigância de má-fé na Justiça do Trabalho: como reagir a ações predatórias contra sua empresa?

    Litigância de má-fé na Justiça do Trabalho: como reagir a ações predatórias contra sua empresa?

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Entenda o que é litigância de má-fé na Justiça do Trabalho, como identificar ações predatórias e quais estratégias usar para proteger sua empresa e reagir de forma eficiente.

    Ações predatórias: quando o processo vira estratégia contra a sua empresa?

    No dia a dia da Justiça do Trabalho, muitas empresas convivem com uma sensação conhecida: pedidos exagerados, narrativas distorcidas e ações que parecem ter mais a ver com “tentar a sorte” do que com a busca efetiva pela verdade. Em um cenário de alto volume de processos, a litigância de má-fé e as ações predatórias se tornam um risco concreto para o caixa, a imagem e a gestão de pessoas.

    Ao mesmo tempo, boa parte das empresas sente que, mesmo diante de pedidos manifestamente abusivos, é raro ver condenações por má-fé ou qualquer consequência efetiva para o reclamante. Isso gera a percepção de que “vale tudo” para tentar um acordo.

    Até que ponto sua empresa tem tratado essas ações como meros custos inevitáveis, e até que ponto tem uma estratégia clara para reagir a elas?

    O que é litigância de má-fé na Justiça do Trabalho?

    Litigância de má-fé não é simplesmente perder a ação ou ter um pedido rejeitado. A legislação exige a comprovação de conduta abusiva, como:

    • alterar deliberadamente a verdade dos fatos;
    • usar o processo para fim ilegal;
    • resistir injustificadamente ao andamento do feito;
    • interpor recursos manifestamente protelatórios;
    • provocar incidentes infundados;
    • agir com intuito de prejudicar a outra parte.

    Na Justiça do Trabalho, essa análise costuma ser ainda mais cuidadosa, pois se busca evitar que o medo de uma condenação por má-fé impeça o trabalhador de buscar seus direitos.

    Na prática, porém, isso abre espaço para que ações claramente aventureiras sejam propostas com risco baixo para o reclamante, especialmente quando há Justiça gratuita e pouco espaço concreto para execução de honorários de sucumbência.

    Na sua percepção, quantas ações propostas contra a sua empresa parecem, de fato, uma busca legítima por direitos, e quantas se encaixam mais na categoria de “vamos ver o que dá para tirar”?

    Quando uma ação passa de “discutível” para “predatória”?

    Nem toda ação frágil é, necessariamente, de má-fé. Processos discutíveis fazem parte da dinâmica natural do contencioso. O problema são as ações predatórias, que apresentam alguns traços comuns:

    • pedidos padronizados, genéricos e desconectados da realidade concreta;
    • narrativas que se repetem em dezenas ou centenas de processos, mudando apenas o nome da empresa;
    • alegações de jornadas, assédio ou condições de trabalho completamente incompatíveis com a prova documental;
    • tentativa evidente de inflar o valor da causa para pressionar acordos;
    • uso de informações que o reclamante sabe serem inverídicas ou altamente improváveis.

    Em muitos casos, essas ações estão vinculadas a estratégias em massa, fomentadas por terceiros que identificam nichos específicos (setores, cargos, benefícios) e ajuízam reclamatórias em série.

    Para a empresa, o problema não está apenas em uma ação isolada, mas no efeito multiplicador:
    um caso mal conduzido ou um acordo mal calibrado pode servir como combustível para dezenas de outras demandas.

    Por que é tão difícil conseguir condenação por litigância de má-fé?

    Do ponto de vista jurídico, há alguns fatores que explicam a dificuldade de ver condenações por má-fé:

    • o padrão de prova exigido é elevado;
    • o Judiciário tende a interpretar o processo do trabalho com foco na proteção da parte presumidamente hipossuficiente;
    • muitas condutas abusivas são revestidas de “versões” que podem, à primeira vista, parecer apenas diferentes leituras dos fatos;
    • muitos juízes evitam que a discussão sobre má-fé transforme o processo em uma disputa “pessoal” entre partes e advogados.

    Além disso, existe uma linha tênue entre:

    • a parte que acredita sinceramente em sua versão dos fatos, ainda que frágil; e
    • a parte que deliberadamente distorce os fatos para obter vantagem.

    Na prática, isso faz com que muitas empresas se perguntem se vale a pena insistir na tese de má-fé, diante do risco de desgaste e da percepção de baixa chance de êxito.

    Na sua estratégia atual, sua empresa costuma pedir condenação por má-fé quando vê abuso claro, ou evita esse caminho para não “comprar uma briga a mais” no processo?

    Reagir sempre ou escolher as batalhas? A estratégia por trás da litigância de má-fé…

    Diante desse contexto, é fundamental que a empresa entenda que não é estratégico:

    • pedir condenação por má-fé em todos os processos;
    • transformar toda ação em uma disputa sobre quem “mentiu mais”;
    • usar a má-fé como argumento automático, o que banaliza a própria tese.

    Uma abordagem mais eficiente passa por escolher as batalhas:

    • focar nos casos em que a má-fé é clara, documentalmente demonstrável e potencialmente exemplificativa;
    • usar esses casos como sinalização de que a empresa não aceitará passivamente condutas abusivas;
    • cuidar para que a insistência na má-fé não prejudique a imagem da empresa perante o juízo como parte “litigante contumaz”.

    Em muitos cenários, o objetivo não será necessariamente obter a condenação por má-fé, mas:

    • deixar claro, na linha do tempo processual, o registro de que a empresa entendeu a conduta como abusiva;
    • preparar o terreno para eventual discussão em instâncias superiores;
    • reforçar a postura de seriedade e consistência nas defesas.

    Ferramentas práticas para reagir a ações trabalhistas predatórias

    Reagir a ações predatórias não significa apenas pedir condenação por má-fé. Existem outras estratégias processuais e probatórias que podem ser mais eficazes no dia a dia:

    • Produção probatória robusta:
      Documentos bem organizados, testemunhas preparadas e informações consistentes reduzem o espaço para narrativas artificiais.
    • Impugnação detalhada dos fatos:
      Contestar, ponto a ponto, as alegações desconectadas da realidade, demonstrando contradições e exageros.
    • Questionamento da Justiça gratuita quando cabível:
      Em casos em que haja sinais de capacidade econômica do reclamante, avaliar a viabilidade de impugnar o benefício, sempre de forma fundamentada.
    • Registro formal de condutas abusivas:
      Quando o reclamante altera claramente a verdade dos fatos, inventa episódios ou traz versões incompatíveis com provas anteriores, registrar isso nos autos é fundamental.
    • Acordos estrategicamente calibrados:
      Evitar enviar sinais de que qualquer narrativa ensejará um acordo, especialmente quando a ação é manifestamente abusiva. Em alguns casos, é mais vantajoso defender até o fim para desincentivar novas aventuras.

    Sua empresa tem um critério objetivo para decidir quando discutir má-fé, quando impugnar Justiça gratuita e quando propor acordo, ou essas decisões ainda são tomadas caso a caso, sem uma diretriz clara?

    O equilíbrio delicado: firmes na defesa, responsáveis na postura

    É importante lembrar que a postura da empresa em juízo também é observada:

    • exageros na defesa, narrativas artificiais ou resistência irrazoável podem virar argumento contra a própria empresa;
    • insistir em má-fé sem base sólida pode ser malvisto pelo juiz, prejudicando a credibilidade da parte;
    • a construção de uma imagem de empresa séria, que cumpre a lei e se defende com firmeza, é um ativo relevante no contencioso.

    Por isso, reagir a ações predatórias exige equilíbrio:

    • firmeza ao apontar abusos e distorções;
    • transparência ao reconhecer pontos frágeis ou passivos efetivos;
    • consistência ao manter linha argumentativa coerente ao longo dos processos.

    Litigância de má-fé como parte da gestão de risco, não apenas do processo

    Encarar a litigância de má-fé apenas como “mais um pedido na contestação” é perder de vista o contexto maior. Para empresas com volume relevante de ações trabalhistas, o tema precisa estar integrado à gestão de risco trabalhista:

    • análise periódica das ações recebidas para identificar padrões de pedidos abusivos;
    • mapeamento de advogados ou escritórios que ajuízam ações em série contra a empresa, com perfil predatório;
    • ajustes internos em práticas de RH, comunicação e documentação que reduzam o espaço para narrativas distorcidas;
    • definição de política clara sobre quando reagir de forma mais contundente a condutas abusivas.

    Nesse sentido, a litigância de má-fé deixa de ser apenas um “dispositivo legal” e passa a ser um componente de uma estratégia mais ampla de proteção do negócio.

    Quantas decisões estratégicas sobre litígios trabalhistas, hoje, são tomadas com base em dados e padrões, e quantas ainda dependem apenas da percepção pontual de cada caso?

    Sua empresa está preparada para enfrentar ações predatórias de forma estratégica?

    No ambiente atual, em que o volume de ações trabalhistas é elevado e a litigância predatória encontra espaço para florescer, não basta responder a cada processo de maneira isolada.

    Reagir de forma inteligente à litigância de má-fé e às ações predatórias significa:

    • conhecer o limite entre o que é discutível e o que é abusivo;
    • usar as ferramentas processuais de forma estratégica, sem banalizar pedidos de má-fé;
    • integrar o contencioso trabalhista à gestão de risco e à governança da empresa.

    Se a sua empresa já enfrenta ações com pedidos claramente exagerados, narrativas que não condizem com a realidade e processos em série, buscar uma estratégia estruturada é essencial.

    O time trabalhista do Noronha e Nogueira Advogados pode auxiliar na análise do perfil das ações ajuizadas contra a sua empresa, na definição de critérios objetivos para reagir à litigância predatória e na construção de uma postura processual que una firmeza e responsabilidade.

  • Gestantes, Lactantes e Puérperas: Trâmite Prioritário na Justiça do Trabalho

    Gestantes, Lactantes e Puérperas: Trâmite Prioritário na Justiça do Trabalho

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Em 29/08/2025, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) aprovou resolução que estabelece a tramitação preferencial de processos judiciais que envolvam gestantes, lactantes e puérperas. A medida visa assegurar acesso à Justiça e celeridade na prestação jurisdicional, considerando as vulnerabilidades sociais dessas mulheres.

    O que diz a resolução?

    A resolução aprovada pelo CSJT determina que:

    • Abrangência Nacional: A medida aplica-se à Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus em todo o território nacional.
    • Análise Caso a Caso: Caberá ao magistrado avaliar, em cada caso concreto, a necessidade da prioridade, considerando o mérito da demanda, as condições de saúde da mãe e do recém-nascido, entre outros aspectos relevantes.
    • Sistema PJe: O Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) será adaptado para incluir campo específico para a identificação da situação, permitindo o registro da condição tanto no momento da propositura da ação quanto em qualquer fase processual, mediante determinação judicial.

    O que isso significa para sua empresa?

    Se sua empresa está envolvida em processos trabalhistas com gestantes, lactantes ou puérperas, é fundamental estar ciente de que:

    • Prioridade Processual: Esses processos terão tramitação preferencial, o que pode acelerar o andamento das ações.
    • Possíveis Implicações: Aceleramento de processos pode resultar em custos adicionais com assessoria jurídica e possíveis indenizações.
    • Necessidade de Adequação: É essencial revisar políticas internas e práticas empresariais para garantir conformidade com a nova normativa.

    Como podemos ajudar sua empresa?

    No escritório Noronha e Nogueira Advogados, somos especializados em Direito do Trabalho Empresarial e oferecemos assessoria jurídica personalizada para sua empresa. Podemos auxiliar na análise de convenções coletivas, elaboração de políticas internas e treinamento de equipe para garantir conformidade com as normas trabalhistas.

    Agende uma reunião

    Entre em contato conosco e agende uma reunião para discutir como podemos ajudar sua empresa a evitar problemas trabalhistas relacionados à tramitação prioritária de processos envolvendo gestantes, lactantes e puérperas.

  • A Justiça do Trabalho e a execução dos débitos trabalhistas de empresa em Recuperação Judicial

    A Justiça do Trabalho e a execução dos débitos trabalhistas de empresa em Recuperação Judicial

    Tempo de leitura: 2 minutos

    A Lei de Recuperação Judicial estabelece que os débitos trabalhistas devem ser contemplados e determina um prazo para o pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho.

    A Justiça do Trabalho deve cumprir a Lei de Recuperação Judicial e respeitar a competência do juízo da recuperação para determinar a suspensão dos atos de constrição que recaiam sobre bens de capital essenciais à manutenção da atividade empresarial.

    A responsabilidade dos sócios por dívidas da sociedade é uma exceção e não a regra. Quando uma empresa está em processo de recuperação judicial, o correto é que o credor trabalhista habilite seu crédito no processo e não ingresse contra o patrimônio dos sócios. Para que os bens dos sócios respondam pelos débitos, é necessário comprovar má administração da empresa, fraude e abuso do direito.

    A Lei de Recuperação Judicial estabelece que o prazo para o pagamento dos créditos trabalhistas vencidos até a data do pedido de recuperação judicial não poderá ser superior a um ano. No entanto, este prazo pode ser estendido em até dois anos se o plano de recuperação judicial atender aos seguintes requisitos:

    • apresentação de garantias julgadas suficientes pelo juiz;
    • aprovação pelos credores titulares de créditos trabalhistas ou decorrentes de acidentes de trabalho; e
    • garantia da integralidade do pagamento dos créditos trabalhistas.

    Sua empresa precisa de assessoria jurídica trabalhista?

    O escritório Noronha e Nogueira Advogados é especialista em trabalhista empresarial, prestando assessoria empresarial trabalhista com conhecimento jurídico especializado e foco em resultados.

    Através de uma banca formada por advogados trabalhistas da área empresarial, o escritório Noronha & Nogueira Advogados, auxilia empresas e empresários a tomar as melhores decisões, através de estratégias seguras pautadas na Lei.

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    Melissa Noronha Marques de Souza é sócia no escritório Noronha e Nogueira Advogados.

    Pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Mackenzie e em Coaching Jurídico pela Faculdade Unyleya

    Com formação em Professional & Self Coaching, Business and Executive Coaching e Analista Comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching – IBC.

    É membro efetivo da Comissão Especial de Advocacia Trabalhista OAB/SP.

    É membro efetivo da Comissão Especial de Privacidade e Proteção de Dados OAB/SP.

  • Justiça do Trabalho de São Paulo retoma prazos processuais e gradualmente audiências presenciais

    Justiça do Trabalho de São Paulo retoma prazos processuais e gradualmente audiências presenciais

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Conforme notícia publicada no site do TRT da 2ª. Região (www.trt2.jus.br) em 20/01/2021 e atualizada em 25/01/2021, na última quinta-feira (21), voltaram a correr os prazos processuais, as audiências e as sessões de julgamento no TRT da 2ª Região, em conformidade com o disposto no art. 775-A da CLT.

    Desde dia 07/01/2021, fim do recesso forense, as unidades judiciárias e administrativas do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª. Região, vêm realizando os atendimentos ao público, preferencialmente por e-mail e telefone ou presencialmente mediante prévio agendamento, como medida de prevenção ao contágio de covid-19.

    Está em execução o Plano de Retorno Gradual às Atividades Presenciais, tendo sido a etapa 4 retomada no dia 21 de janeiro pela Justiça do Trabalho de São Paulo, conforme estabelecido pela Resolução GP/CR nº 06/2020.

    Através dessa etapa 4 do Plano de Retorno Gradual às Atividades Presenciais, está programada a abertura parcial dos prédios, atendimento presencial ao público (apenas por agendamento), além de audiências presenciais e semipresenciais. Havendo interesse ou necessidade de agendar atendimento é preciso entrar em contato diretamente com a unidade ou vara em que o processo está tramitando.

    No site do TRT da 2ª. Região constam todos os endereços de e-mails e telefones.

    O limite é de até 20% da capacidade (ou até dois servidores) de cada unidade judiciária e administrativa, com jornada de seis horas.

    A seguir maiores detalhes extraídos do site do TRT-2:

    • Os edifícios que abrigam os órgãos do TRT-2 ficam abertos das 8h às 17h;
    • A jornada presencial de seis horas deve ser cumprida também entre 8h e 17h, a critério do gestor da unidade;
    • As audiências presenciais e semipresenciais na 1ª instância (quando justificada a impossibilidade técnica ou prática para a realização da audiência telepresencial) devem ocorrer entre 8h30 e 16h30, até o limite de seis horas diárias;
    • O atendimento presencial ao público continua sendo realizado mediante agendamento, entre 8h30 e 16h30, nas unidades judiciárias de 1º grau e administrativas, e entre 10h e 16h na Seção de Consulta e Atendimento do Arquivo Geral;
    • O cumprimento presencial de mandados judiciais urgentes deve respeitar o limite de seis horas diárias, evitando a exposição a ambientes sem ventilação ou com aglomeração.

    Havendo dúvidas as respostas poderão ser encontradas no próprio site do TRT da 2ª. Região

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    Melissa Noronha M. de Souza Calabró é sócia no escritório Noronha & Nogueira Advogados.

    Pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Coaching Jurídico, com formação em Professional & Self Coaching pelo IBC.
    É membro efetivo da Comissão de Coaching Jurídico da OAB/SP.