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  • A empresa pode pedir exame de gravidez da empregada na demissão?

    A empresa pode pedir exame de gravidez da empregada na demissão?

    Tempo de leitura: 7 minutos

    Pode. E, quando bem estruturado, é uma medida de proteção jurídica.

    Esse assunto costuma aparecer quando o problema já existe.

    A empresa demite, algum tempo depois, recebe uma notificação judicial informando que a ex-empregada estava grávida no momento da dispensa.

    A partir daí, o debate muda de patamar. A estabilidade da gestante independe de ciência, não importa se a empresa não sabia, não importa se a própria empregada ainda não tinha confirmação.

    A Constituição garante estabilidade desde a confirmação até cinco meses após o parto. A consequência prática é direta: a dispensa é considerada nula, com reintegração ou indenização substitutiva.

    É nesse ponto que o exame de gravidez no momento da demissão passa a ser visto pela Justiça do Trabalho como uma boa prática.

    Ao longo deste artigo, você encontrará um Diagnóstico de Riscos Trabalhistas na Demissão de Empregadas

    Ele não foi criado para ser apenas lido, ele foi pensado para ser respondido. 

    Cada pergunta conduz você a olhar para a realidade da sua empresa, sem filtros. E são justamente essas respostas que separam empresas que realmente controlam seus riscos trabalhistas daquelas que só descobrem que estavam expostas quando o processo já chegou.

    Boa leitura!!!

    O que a lei protege e o que a empresa precisa considerar?

    A proteção à gestante é ampla. Ela alcança situações em que:

    • a gravidez ainda não era perceptível;
    • a empregada não tinha diagnóstico;
    • o empregador não possuía qualquer indício.

    A jurisprudência do TST consolidou que a estabilidade existe mesmo sem conhecimento das partes.

    Na prática, isso significa que a empresa pode ser condenada mesmo tendo agido de boa-fé.

    O exame no demissional surge como uma resposta concreta a esse risco.

    O Tribunal Superior do Trabalho já reconheceu a licitude do teste de gravidez no exame demissional, desde que:

    • seja oferecido à trabalhadora;
    • haja consentimento;
    • a finalidade seja protetiva;
    • o resultado seja tratado com sigilo.

    Em entendimento recente do TST, foi considerado que a exigência de exame de gravidez em sede demissional, quando realizada com finalidade protetiva, não configura ato discriminatório nem causa dano moral por si só, com objetivo de resguardar a estabilidade gestante prevista no art. 10, II, b, do ADCT. 

    Ou seja, o TST validou a prática como meio legítimo de proteção das partes.

    Por que o exame de gravidez também interessa à empregada?

    Na prática, o exame evita que a trabalhadora:

    • perca a estabilidade por desconhecimento;
    • enfrente demora judicial para reaver o vínculo;
    • fique sem renda em um período sensível;
    • dependa de litígio para ver seu direito reconhecido.

    Quando a gravidez é identificada antes da formalização da dispensa, o contrato é preservado. O vínculo continua e a proteção constitucional se concretiza sem conflito.

    Isso significa segurança jurídica aplicada à realidade da sua empresa!

    Onde as empresas mais erram?

    O erro está em demitir sem protocolo.

    Muitas empresas:

    • não padronizam o exame demissional;
    • não explicam a finalidade do teste;
    • deixam a decisão solta;
    • tratam a gravidez como risco remoto.

    Quando o problema aparece, ele vem em forma de:

    • reintegração forçada;
    • indenização substitutiva;
    • salários retroativos;
    • reflexos em férias, 13º e FGTS;
    • desgaste institucional.

    Tudo isso pode ser evitado com um procedimento simples, ético e juridicamente estruturado.

    A empresa pode obrigar a empregada a fazer o exame?

    Não. O exame de gravidez no demissional deve ser oferecido, nunca imposto.

    A empresa pode incluir o teste como etapa do procedimento de desligamento, mas precisa:

    • explicar a finalidade do exame,
    • esclarecer que ele existe para proteger direitos,
    • colher consentimento expresso,
    • deixar claro que a recusa não gera qualquer consequência.

    A obrigatoriedade descaracteriza a licitude da prática. O que legitima o exame é a forma como ele é conduzido.

    Quando a empregada compreende que o teste existe para evitar a perda de um direito constitucional, o procedimento deixa de ser visto como invasivo e passa a ser compreendido como proteção.

    O exame de gravidez é permitido mesmo com a vedação da CLT?

    Sim. A vedação prevista no art. 373-A da CLT se refere à ADMISSÃO, quando o exame poderia ser usado para excluir ou discriminar.

    Na demissão, o contexto é outro.

    Na demissão, a relação de emprego já está formada e o direito à estabilidade já existe, ainda que ninguém tenha ciência dele naquele momento. O exame não cria esse direito nem o condiciona, ele apenas permite que a empresa saiba se está diante de uma situação juridicamente protegida. O objetivo é simples e concreto: evitar que um desligamento válido em aparência se transforme, depois, em uma dispensa nula por um fato que ainda não era conhecido. É uma forma de dar segurança ao encerramento do contrato e, ao mesmo tempo, preservar um direito que já nasceu com a gestação.

    É por isso que a Justiça do Trabalho passou a reconhecer a licitude do teste no demissional quando adotado de forma ética, consentida e protetiva.

    O resultado pode circular internamente na empresa?

    Não. O dado é sensível, íntimo e protegido, por isso ele deve ficar restrito:

    • ao setor responsável pelo desligamento,
    • ao jurídico, quando necessário,
    • e apenas para cumprimento das obrigações legais.

    Transformar essa informação em comentário interno, fofoca ou exposição caracteriza violação de privacidade e pode gerar indenização por dano moral.

    O protocolo precisa prever:

    • quem recebe o resultado,
    • onde ele é arquivado,
    • quem pode acessá-lo,
    • por quanto tempo ele é mantido.

    O sigilo é essencial para a legitimidade de todo o procedimento.

    O que acontece se a empregada que será demitida se recusar a fazer o exame de gravidez?

    A recusa não impede a rescisão. A empresa deve:

    • registrar que o exame foi oferecido,
    • documentar a recusa,
    • prosseguir com o desligamento normalmente.

    Esse registro é valioso, pois ele demonstra que a empresa:

    • agiu com cautela,
    • tentou preservar direitos,
    • não se omitiu,
    • não foi negligente.

    Se, futuramente, surgir uma discussão judicial, a empresa terá como comprovar que adotou uma conduta responsável e preventiva.

    Boa-fé documentada é proteção jurídica para a sua empresa.

    Como estruturar o procedimento na prática?

    • Inserir o teste como etapa padrão do exame demissional feminino
    • Explicar por escrito a finalidade do exame
    • Colher consentimento expresso
    • Garantir sigilo do resultado
    • Registrar eventual recusa
    • Integrar DP, RH e jurídico no protocolo
    • Treinar quem executa o desligamento

    Essa prática não é um excesso, afinal, ela te ajuda a gerir riscos trabalhistas.

    Empresas que adotam esse procedimento:

    • reduzem litígios;
    • evitam dispensas nulas;
    • preservam direitos;
    • demonstram maturidade institucional.

    Um olhar jurídico sobre o tema

    “O exame de gravidez no momento da demissão precisa ser compreendido dentro de uma lógica maior de responsabilidade empresarial. A estabilidade da gestante decorre diretamente da Constituição e independe de qualquer formalidade. Ela existe mesmo quando ninguém tem ciência da gravidez. Isso cria um cenário peculiar: a empresa pode agir corretamente, cumprir todos os ritos da rescisão e, ainda assim, ver aquele desligamento ser considerado nulo meses depois.

    É justamente aí que o procedimento demissional ganha relevância estratégica. Quando a empresa oferece o exame de forma clara, respeitosa e documentada, ela não está invadindo a esfera íntima da trabalhadora, mas organizando juridicamente o encerramento do contrato. Está criando uma ponte entre o fato biológico e o efeito jurídico que dele decorre.

    Esse cuidado demonstra maturidade institucional. Ele mostra que a empresa compreende que o Direito do Trabalho não se resume ao cumprimento formal de etapas, mas envolve antecipação de riscos reais, que já estão previstos no ordenamento. Em um ambiente cada vez mais regulado e sensível, procedimentos bem estruturados não são burocracia, são proteção.

    Ao transformar o exame em parte de um protocolo claro, com consentimento, sigilo e finalidade definida, a empresa passa a tratar o desligamento como um ato jurídico completo, e não apenas administrativo. Isso reduz conflitos, evita litígios desnecessários e preserva tanto o negócio quanto os direitos envolvidos.”

    Dra. Melissa Noronha – Advogada Trabalhista Empresarial

    Um ponto que merece atenção…

    A ausência de procedimento não impede a demissão, mas transfere todo o risco para a empresa.

    Em um cenário em que a estabilidade independe de ciência, atuar sem protocolo é assumir passivo potencial.

    Antecipar é organizar.

    Você pode substituir o “checklist rápido” por um bloco mais denso, que funcione quase como um espelho para o empresário e para o RH. Algo que não se responda em segundos, mas que faça a pessoa parar, reler, voltar e pensar “isso aqui acontece comigo”.

    Responda a este diagnóstico e identifique riscos que hoje passam despercebidos ao demitir empregadas

    Imagine que, amanhã, você precise desligar uma empregada.

    Antes de pensar na rescisão em si, responda com sinceridade:

    Você saberia, hoje, explicar a essa trabalhadora por que a empresa oferece um exame de gravidez no demissional, sem gerar constrangimento, ruído ou desconfiança?

    Seu RH saberia conduzir essa conversa com naturalidade, segurança jurídica e registro formal?

    Existe, dentro da sua empresa, um documento que organize esse procedimento ou tudo depende da sensibilidade de quem estiver à frente do desligamento naquele dia?

    Se essa empregada recusasse o exame, alguém saberia exatamente como registrar essa recusa, como arquivar essa informação e como demonstrar, no futuro, que a empresa agiu com cautela?

    O resultado desse exame ficaria restrito a quem realmente precisa saber ou ele circularia de forma informal entre setores?

    DP, RH e Jurídico falam a mesma língua quando o tema é demissão de mulheres ou cada área age por intuição?

    Agora vá além.

    Se, seis meses depois dessa demissão, sua empresa recebesse uma ação alegando gravidez no momento da dispensa, você teria hoje:

    • documentos que comprovassem a oferta do exame,
    • registros claros do procedimento adotado,
    • prova de que houve cuidado,
    • evidência de que a empresa tentou preservar direitos,
    • um protocolo que mostrasse método e não improviso?

    Ou você dependeria apenas de versões verbais e da boa-fé presumida?

    Esse exercício não existe para gerar medo, mas revela Ele existe para revelar algo simples, que na prática, acontece o tempo todo: a maior parte dos problemas trabalhistas não nasce de má-fé, nasce de improviso. 

    As empresas fazem o que sempre fizeram, repetem rotinas antigas, confiam na experiência de quem conduz o desligamento e seguem em frente.

    O problema é que o Direito do Trabalho já não funciona mais nesse modo automático. Hoje, o risco surge justamente onde não há procedimento claro, onde cada caso é resolvido “no feeling”, onde não existe um caminho definido para situações sensíveis. É nesse ponto que o jurídico deixa de ser apenas quem resolve conflitos e passa a ser quem organiza decisões antes que elas se transformem em problema.

    E é justamente aí que a assessoria jurídica trabalhista deixa de ser socorro e passa a ser estratégia.

    Empresas que se organizam antes:

    • não transformam desligamentos em litígios,
    • não descobrem direitos só no processo,
    • não aprendem pela dor,
    • não deixam o acaso decidir o que deveria ser técnica.

    Elas constroem segurança antes que o conflito exista.

    E isso muda tudo.

    Quando a demissão de empregadas exige estratégia jurídica?

    Sua empresa já possui um protocolo jurídico para demissões envolvendo empregadas?

    O Noronha e Nogueira Advogados atua ao lado de empresas que desejam:

    • estruturar procedimentos de desligamento seguros;
    • prevenir dispensas nulas;
    • reduzir passivos trabalhistas;
    • alinhar RH, DP e jurídico.

    Nossa parceria com as empresas é estratégica e contínua, com foco em três pilares essenciais: prevenção, defesa e gestão de riscos trabalhistas. Trabalhamos para que o Direito do Trabalho seja um aliado da gestão, protegendo o negócio, fortalecendo relações e garantindo segurança jurídica nas decisões.

    Mais do que advogar, atuamos lado a lado com o empresário para construir ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e sustentáveis.

    Entre em contato e agende uma reunião!

  • Nova regra obriga adicional de 30% para quem trabalha de moto: Sua empresa está pronta para esse impacto na folha?

    Nova regra obriga adicional de 30% para quem trabalha de moto: Sua empresa está pronta para esse impacto na folha?

    Tempo de leitura: 4 minutos

    A partir de 3 de abril de 2026, empresas que utilizam trabalhadores com motocicleta como ferramenta habitual de trabalho em vias públicas terão de pagar adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base desses colaboradores.

    Essa não é apenas mais uma recomendação técnica. É uma obrigação expressa pela Portaria MTE nº 2.021/2025, que aprovou o Anexo V da NR-16 — Atividades Perigosas e consolidou critérios objetivos para enquadrar o trabalho em moto como perigoso sob o ponto de vista da legislação trabalhista. 

    O que é esse adicional de 30% e por que ele virou prioridade?

    A nova Portaria MTE nº 2.021/2025 foi publicada em dezembro de 2025 e estabelece critérios claros para a concessão do adicional de periculosidade ao trabalhador que utiliza motocicleta como instrumento de trabalho.

    Essa regra entra em vigor 120 dias após a publicação, ou seja, em 3 de abril de 2026, e traz mais segurança jurídica tanto para quem recebe quanto para quem paga esse adicional.

    Antes dessa portaria, a CLT já previa o adicional de periculosidade para atividades perigosas (artigo 193), mas a falta de regulamentação objetiva tornava incerta sua aplicação prática no uso de motocicletas no trabalho. 

    Quem tem direito ao adicional de 30%?

    O adicional de 30% será devido aos trabalhadores em regime CLT que utilizam motocicleta como instrumento habitual de trabalho em vias abertas à circulação pública, por exemplo:

    • motoboys e motofretistas
      • entregadores sob contrato CLT
      • profissionais externos que usam moto para atender clientes
      • técnicos de campo que se deslocam diariamente em motocicleta

    Essa regra vale independentemente do cargo registrado. O que importa é a exposição ao risco decorrente da função que exige o uso da motocicleta no exercício das atividades.

    O que não gera direito automático ao pagamento do adicional?

    A norma também delimita critérios em que o adicional não é devido, como:

    • deslocamento casa–trabalho–casa, pois não integra a execução das ordens da empresa
      • circulação apenas em vias internas ou privadas sem abertura ao trânsito público
      • uso eventuais ou esporádico da motocicleta fora da rotina
      • veículos recreativos ou que não exigem CNH nem emplacamento

    Essas exceções são importantes para a empresa não pagar adicional quando o risco, de fato, não está presente na atividade laboral. 

    Qual é o impacto real na folha de pagamento da empresa?

    O adicional de periculosidade de 30% não é apenas um custo extra no holerite mensal. Ele tem reflexos diretos em:

    • cálculo de férias e do terço constitucional
      • 13º salário proporcional e integral
      • FGTS mensal e na multa rescisória de 40%
      • horas extras e demais verbas trabalhistas
      • encargos previdenciários e contribuição social

    O percentual é calculado sobre o salário-base, excluindo prêmios ou gratificações, o que significa que, apesar de fixo, impacta diversas rubricas da remuneração. 

    Onde nasce o passivo trabalhista?

    O risco para a empresa nasce quando:

    • Não identifica corretamente quem tem direito
      • Não atualiza contratos e funções
      • Não revisa a folha antes da vigência da regra
      • Não elabora laudos técnicos de periculosidade
      • Não documenta adequadamente as atividades e frequências
      • Trata o tema como interno ou eventual, sem critério técnico

    Quando um empregado percebe que tem direito ao adicional e não o recebe, ele pode buscar a Justiça do Trabalho para exigir:

    • pagamento retroativo dos últimos 5 anos
      • reflexos em férias, 13º e FGTS
      • correção monetária e juros
      • honorários e eventuais danos morais

    Essa cobrança costuma gerar alto impacto financeiro e desgaste institucional se não houver prevenção e conformidade documental. 

    Perguntas frequentes

    Este adicional vale só para motoboys?
    Não. Vale para qualquer trabalhador CLT que utiliza motocicleta de forma habitual no trabalho, mesmo que a função não seja motoboy ou entregador.

    A moto precisa ser própria do trabalhador?
    Não. O que importa é a função exigida pelo trabalho, não a propriedade da moto.

    O adicional pode ser cobrado retroativamente?
    Sim. A regra trabalhista permite cobrança de até 5 anos, com correção monetária e juros, a partir da comprovação do uso habitual da moto no trabalho. 

    Quais cuidados práticos a empresa deve adotar?

    • Mapear funções que utilizam moto
    • Definir quando o uso é habitual
    • Ajustar contratos e descrições de cargo
    • Providenciar laudos técnicos
    • Reorganizar a folha antes da vigência
    • Treinar RH e liderança sobre o tema

    Isso não é apenas burocracia. É uma decisão consciente de gestão de risco, que protege a empresa e dá previsibilidade às escolhas.

    Empresas que se antecipam:

    • Evitam ações trabalhistas
    • Reduzem autuações
    • Controlam o impacto financeiro
    • Mantêm previsibilidade
    • Protegem a imagem institucional

    Uma breve análise técnica sobre o tema

    A nova regra decorre da Portaria MTE nº 2.021/2025, que aprovou o novo Anexo V da NR-16 e consolidou os critérios técnicos para caracterizar as atividades perigosas realizadas com motocicletas, eliminando anos de insegurança jurídica.

    Do ponto de vista jurídico, este é um movimento que:

    1. Reduz litígios por falta de normativa clara 
    2. Alinha a CLT ao Código de Trânsito e às normas de SST 
    3. Torna as empresas responsáveis pela gestão documental e legal do risco 
    4. Exige integração entre jurídico, DP, SST e RH 

    Agora não basta estar “formalmente certo”. É preciso estar substancialmente alinhado com o novo texto normativo.

    Melissa Noronha – Advogada Trabalhista Empresarial

    Um ponto importante

    Empresários costumam pensar:

    “Isso só vale para entregadores.”
    “Não tenho muitos trabalhadores assim.”
    “Aqui é diferente.”

    O que está em jogo não é apenas um adicional. É a conformidade jurídica da sua folha.

    Ignorar a norma pode gerar passivos que crescem com juros, reflexos e impacto financeiro.

    Sua empresa já está pronta para aplicar corretamente o adicional de 30% para quem trabalha de moto?

    O Noronha e Nogueira Advogados atua de forma estratégica ao lado de empresas que desejam:

    • Revisar contratos e funções
    • Estruturar laudos e documentação
    • Ajustar a folha com segurança
    • Prevenir passivos trabalhistas

    Entre em contato para uma consultoria personalizada.

    Nossa parceria com as empresas é estratégica e contínua, com foco em três pilares essenciais: prevenção, defesa e gestão de riscos trabalhistas. Trabalhamos para que o Direito do Trabalho seja um aliado da gestão, protegendo o negócio, fortalecendo relações e garantindo segurança jurídica nas decisões.

    Mais do que advogar, atuamos lado a lado com o empresário para construir ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e sustentáveis.

     

  • Afastamento por doença do trabalho: Sua empresa conhece (de verdade) os direitos trabalhistas do empregado que precisa se afastar para tratamento?

    Afastamento por doença do trabalho: Sua empresa conhece (de verdade) os direitos trabalhistas do empregado que precisa se afastar para tratamento?

    Tempo de leitura: 6 minutos

    Entenda como funciona o afastamento por doença do trabalho, quais são os direitos do empregado, os deveres da empresa e o impacto da NR-01 a partir de 26 de maio de 2026.

    Deixe eu te colocar em uma situação que acontece todos os dias dentro das empresas:

    Um colaborador bate na porta da sua sala, visivelmente abatido, entrega um atestado médico e diz que precisará se afastar por alguns dias. Você confere a data, encaminha para o RH e segue o dia. Parece simples, rotina de empresa, não é mesmo?!

    Mas, dependendo do motivo desse afastamento, essa “folha de papel” pode significar:

    • Estabilidade provisória no emprego
    • Risco de ação trabalhista
    • Responsabilidade direta da empresa
    • Fiscalização e multa administrativa
    • E, a partir de 2026, enquadramento por descumprimento da NR-01

    É aqui que muitos empresários se surpreendem.

    Porque o afastamento por doença deixa de ser apenas uma questão médica e passa a ser também um tema jurídico, estratégico e financeiro.

    E o cenário muda ainda mais a partir de 26 de maio de 2026, quando a fiscalização da NR-01, que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, passa a ser punitiva no que diz respeito aos riscos psicossociais, como saúde mental, assédio, sobrecarga e estresse no trabalho (Ministério do Trabalho e Emprego, Portaria MTE nº 1.419/2024).

    Quando a doença passa a ser “do trabalho”?

    A legislação brasileira diferencia duas situações:

    • Doença comum, sem relação com o trabalho
    • Doença ocupacional, ligada às condições em que o trabalho é prestado

    A doença ocupacional é equiparada ao acidente de trabalho, conforme o artigo 20 da Lei nº 8.213/91.

    E isso muda tudo. Sse ficar comprovado que o ambiente, a rotina, a pressão, o modelo de gestão ou situações como assédio contribuíram para o adoecimento, a empresa entra diretamente no radar jurídico.

    Hoje, já é pacífico que transtornos como depressão, ansiedade e síndrome de burnout podem ser reconhecidos como doenças ocupacionais quando existe nexo entre o trabalho e o adoecimento (TST, Súmula 378, item II).

    Além disso, o próprio INSS reconhece que depressão e outros transtornos mentais podem gerar direito ao benefício por incapacidade temporária quando o trabalhador fica impossibilitado de exercer suas atividades por mais de 15 dias.

    O afastamento deixa de ser apenas uma ausência temporária e passa a gerar:

    • Deveres específicos para a empresa
    • Estabilidade provisória para o empregado
    • Risco de indenização
    • Fiscalização administrativa

    E é exatamente nesse ponto que muitos empresários se perguntam:
    “Mas como eu poderia prever isso?”

    A resposta está na gestão de riscos trabalhistas.

    O que acontece quando o empregado se afasta?

    Na rotina prática, funciona assim:

    • Até 15 dias de afastamento, a empresa paga normalmente o salário
    • A partir do 16º dia, o empregado deve ser encaminhado ao INSS para requerer benefício por incapacidade (Lei nº 8.213/91, art. 60)
    • Se a doença for considerada ocupacional, o retorno ao trabalho gera estabilidade de 12 meses (TST, Súmula 378)

    Essa estabilidade significa que, durante um ano após o retorno, o empregado não pode ser dispensado sem justa causa. Se for, a empresa pode ser condenada a pagar todo o período como indenização.

    Agora pense comigo.

    Se o afastamento decorre de um quadro de depressão associado à sobrecarga, pressão excessiva, metas inalcançáveis ou ambiente hostil, o problema deixa de ser individual. Ele passa a ser organizacional.

    E é exatamente isso que a NR-01 passou a exigir que as empresas enxerguem.

    O que muda com a NR-01 a partir de 26 de maio de 2026

    Desde 2024, o Ministério do Trabalho vem tratando a inclusão dos riscos psicossociais no GRO de forma educativa. Esse período termina em 26 de maio de 2026.

    A partir dessa data, a fiscalização passa a ser punitiva (MTE, Portaria nº 1.419/2024).

    Na prática, isso significa que a empresa deverá:

    • Identificar riscos psicossociais no ambiente de trabalho
    • Inserir esses riscos no inventário do GRO
    • Implementar medidas reais de prevenção
    • Demonstrar que atua para reduzir adoecimentos ligados ao trabalho

    Riscos psicossociais incluem, entre outros:

    • Assédio moral
    • Pressão excessiva e contínua
    • Metas incompatíveis com a realidade
    • Falta de apoio da liderança
    • Ambientes hostis ou inseguros

    Esses fatores já são reconhecidos como gatilhos para doenças mentais relacionadas ao trabalho. Ou seja, a empresa que ignora esses pontos passa a correr não apenas risco trabalhista, mas também administrativo.

    Onde as empresas mais erram nesse tema?

    O erro mais comum é tratar o afastamento como um evento isolado.

    O colaborador adoece, apresenta o atestado, o RH registra, o gestor reorganiza a equipe e a empresa segue em frente e tudo parece resolvido.

    O problema é que, juridicamente, esse afastamento pode ser apenas o primeiro capítulo de uma história maior.

    Muitas empresas:

    • Não investigam a causa do adoecimento
    • Não revisam o ambiente de trabalho após afastamentos recorrentes
    • Não registram nem gerenciam riscos psicossociais
    • Não capacitam líderes para lidar com sinais de sofrimento
    • Não adaptam a rotina no retorno do colaborador

    Quando o trabalhador retorna e adoece novamente, ou ingressa com uma ação alegando que o trabalho causou o problema, a empresa costuma ouvir algo como:

    “Faltou gestão do risco trabalhista. Faltou prevenção. Faltou cuidado com o ambiente.”

    E esse discurso encontra cada vez mais respaldo técnico e jurídico.

    Perguntas frequentes sobre afastamento por transtornos mentais no trabalho

    A empresa pode demitir um funcionário com transtornos mentais relacionados ao trabalho ou isso pode ser considerado demissão discriminatória?

    Depende do contexto. A empresa não está impedida, em tese, de rescindir um contrato de trabalho. O problema surge quando a demissão ocorre em um cenário que revela discriminação ou violação de garantias legais.

    Quando o empregado apresenta transtornos mentais ligados ao trabalho, como depressão, ansiedade ou burnout, e isso é conhecido pela empresa, a dispensa pode ser interpretada como discriminatória, especialmente se:

    • ocorrer logo após o diagnóstico ou o retorno do afastamento;
    • houver indícios de que o adoecimento decorre do ambiente de trabalho;
    • o empregado estiver em período de estabilidade decorrente de doença ocupacional.

    Nesses casos, a Justiça do Trabalho pode determinar a reintegração do empregado ou o pagamento de indenização, entendendo que a dispensa violou a dignidade e a proteção do trabalhador em situação de vulnerabilidade.

    Quando transtornos mentais podem ser reconhecidos como doença ocupacional e gerar responsabilidade para o empregador?

    Transtornos mentais passam a ser considerados doença ocupacional quando fica demonstrado o nexo entre o adoecimento e as condições de trabalho.

    Isso acontece, por exemplo, quando o quadro está associado a fatores como:

    • pressão excessiva e contínua por metas inalcançáveis;
    • jornadas prolongadas sem descanso adequado;
    • ambiente hostil, com humilhações ou assédio moral;
    • ausência de apoio da liderança;
    • sobrecarga permanente de tarefas.

    Quando médicos, peritos ou o próprio INSS identificam essa relação, a doença é equiparada a acidente de trabalho. A partir daí, surgem consequências jurídicas relevantes para a empresa, como:

    • estabilidade provisória de 12 meses após o retorno;
    • possibilidade de indenização por danos morais e materiais;
    • responsabilização por omissão na prevenção dos riscos;
    • maior exposição a autuações administrativas.

    Em outras palavras, o foco deixa de ser apenas o estado de saúde do empregado e passa a ser o ambiente que contribuiu para esse adoecimento.

    Quais orientações práticas podem ser dadas ao empregado com transtornos mentais para proteger seus direitos trabalhistas e evitar prejuízos profissionais?

    Do ponto de vista prático, alguns cuidados são fundamentais:

    • procurar atendimento médico e manter laudos e relatórios atualizados;
    • entregar os atestados dentro do prazo e guardar cópias;
    • comunicar formalmente a empresa sobre o afastamento e o diagnóstico, quando indicado;
    • seguir corretamente as orientações do INSS em caso de afastamento superior a 15 dias;
    • registrar situações de assédio, sobrecarga ou pressão abusiva, com datas, mensagens e testemunhas;
    • ao retornar, solicitar, se necessário, readaptação de funções ou ajustes na rotina, conforme orientação médica.

    Essas medidas ajudam a demonstrar boa-fé, preservar direitos e evitar que o adoecimento resulte em prejuízos profissionais ainda maiores. Elas também são importantes caso seja necessário, no futuro, comprovar que o problema tem relação com o ambiente de trabalho.

    Quais cuidados práticos a empresa precisa adotar para não ser punida pela NR-01?

    Com a NR-01 ganhando força punitiva em 2026, o caminho é claro. A empresa precisa:

    • Mapear riscos psicossociais reais no ambiente
    • Inserir esses riscos no GRO
    • Criar medidas práticas de prevenção
    • Capacitar líderes para identificar sinais de adoecimento
    • Estruturar canais de escuta e acolhimento
    • Planejar o retorno ao trabalho após afastamentos prolongados

    Isso não significa transformar a empresa em clínica, mas sim reconhecer que gestão de pessoas também é gestão de riscos.

    Empresas que se antecipam:

    • Reduzem afastamentos
    • Diminuem ações trabalhistas
    • Evitam multas administrativas
    • Mantêm produtividade
    • Protegem sua imagem institucional

    E fazem isso com inteligência jurídica.

    Uma breve análise sobre o tema

    O afastamento por doença do trabalho envolve três eixos jurídicos principais:

    1. Previdenciário, pagamento, benefício e encaminhamento ao INSS, conforme Lei nº 8.213/91
    2. Trabalhista, estabilidade provisória de 12 meses quando caracterizada doença ocupacional, conforme Súmula 378 do TST
    3. Administrativo, obrigação de gestão dos riscos psicossociais no GRO, conforme NR-01 e Portaria MTE nº 1.419/2024

    A partir de 26 de maio de 2026, a ausência dessa gestão passa a gerar autuação.

    Isso coloca o tema definitivamente no campo da estratégia empresarial. A empresa que ignora o fator humano assume um risco jurídico que hoje é mensurável, previsível e evitável.

    Melissa Noronha – Advogada Trabalhista Empresarial

    Um ponto importante…

    É natural que o empresário pense:

    “Minha empresa nunca teve esse tipo de problema.”
    “Isso acontece em empresas grandes.”
    “Aqui todo mundo é tratado com respeito.”

    Essas percepções são comuns. E muitas vezes são verdadeiras.

    O ponto é que a legislação e a Justiça do Trabalho não trabalham apenas com intenção, mas sim com efeitos e se o ambiente gera adoecimento, ainda que sem má-fé, a responsabilidade pode existir.

    Prevenir não significa assumir erros. Significa cuidar do negócio, antecipar riscos e manter a empresa protegida diante do que pode acontecer.

    Sua empresa já está preparada para lidar juridicamente com afastamentos por doença do trabalho e com as exigências da NR-01 a partir de 2026?

    O Noronha e Nogueira Advogados atua de forma estratégica ao lado de empresas que desejam:

    • Reduzir riscos trabalhistas
    • Estruturar o GRO com segurança jurídica
    • Prevenir adoecimentos ligados ao trabalho
    • Proteger o negócio de passivos futuros

    Entre em contato conosco para uma consultoria personalizada e alinhada à realidade da sua empresa.

    Nossa parceria com as empresas é estratégica e contínua, com foco em três pilares essenciais: prevenção, defesa e gestão de riscos trabalhistas. Trabalhamos para que o Direito do Trabalho seja um aliado da gestão, protegendo o negócio, fortalecendo relações e garantindo segurança jurídica nas decisões.

    Mais do que advogar, atuamos lado a lado com o empresário para construir ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e sustentáveis.

  • 25 de janeiro é feriado em São Paulo? Aniversário da cidade gera folga obrigatória para trabalhadores?

    25 de janeiro é feriado em São Paulo? Aniversário da cidade gera folga obrigatória para trabalhadores?

    Tempo de leitura: 4 minutos

    Entenda se 25 de janeiro é feriado por causa do aniversário de São Paulo, quais são as regras trabalhistas aplicáveis quando a data cai em domingo e o que sua empresa precisa saber para gerir escalas e jornada.

     

    Neste início de ano muitas empresas começam a revisar seus calendários e, com isso, surge a dúvida: 25 de janeiro é feriado? A resposta depende do contexto e da localidade.

    O dia 25 de janeiro é oficialmente o aniversário da cidade de São Paulo, data em que a capital paulista completa mais um ano de existência. Em 2026, a cidade completa 472 anos desde sua fundação em 1554 por padres jesuítas que estabeleceram o Colégio de São Paulo de Piratininga, marco inicial do que viria a ser a metrópole atual.

    No Brasil, essa data é considerada feriado municipal em São Paulo capital, o que significa que a folga é obrigatória apenas para os trabalhadores que exercem suas atividades dentro dos limites do município. 

    O que significa “feriado municipal”?

    Quando se fala em feriado municipal, quer dizer que aquele dia é considerado descanso obrigatório apenas dentro daquela cidade. Em outras palavras, fora do município de São Paulo capital essa data não é feriado e não há obrigação legal de descanso remunerado

    Isso ocorre porque o Brasil possui diferentes níveis de feriados:
    Nacionais, válidos em todo o território;
    Estaduais, válidos em um estado;
    Municipais, válidos apenas na cidade que os instituir.

    O aniversário de São Paulo é um feriado municipal reconhecido oficialmente na capital paulista, mas não tem validade em outros municípios do estado ou em outras regiões. 

    Como fica a jornada de trabalho quando o feriado cai no domingo?

    Em 2026, o aniversário de São Paulo (25 de janeiro) cai em um domingo, o que traz implicações práticas para a rotina de trabalho. 

    Mesmo com o feriado sendo municipal, as regras trabalhistas são claras quando um trabalhador é convocado a prestar serviço no dia do feriado:

    Trabalhadores que normalmente não trabalham no domingo

    Para quem tem jornada regular de segunda a sexta-feira ou que não tem escalas de fim de semana, o feriado que cai no domingo simplesmente coincide com o descanso semanal remunerado. Não há adição de folga nem pagamento extra previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), salvo acordo coletivo estabelecendo regra diversa. 

    Trabalhadores que normalmente trabalham aos domingos

    Se a escala de trabalho do empregado inclui domingo e ele é convocado para trabalhar no feriado municipal que caiu em domingo, valem as regras da CLT e da jurisprudência consolidada. Em geral, isso gera:

    • direito à folga compensatória em outro dia, se previsto em acordo coletivo ou convenção coletiva;
      • ou, na ausência de folga, pagamento em dobro das horas trabalhadas no feriado, conforme interpretação de normas e da Súmula 146 do TST (lembrando que instrumentos coletivos podem ampliar ou ajustar essas regras).

    E se a atividade da empresa é essencial ou tem escala de plantão?

    Empresas que prestam serviços essenciais (como saúde, transporte, segurança, energia etc.) ou que organizam suas jornadas em escalas (como 12×36) podem ter regras específicas previstas em acordo coletivo para organizar o trabalho no feriado, especialmente quando ele coincide com o domingo.

    Por exemplo, uma escala de 12×36 normalmente já incorpora folgas periódicas ao calendário de jornadas, o que pode influenciar se há ou não pagamento adicional no dia do feriado. 

    É fundamental que a empresa esteja alinhada com as convenções coletivas da sua categoria, pois elas podem disciplinar formas de compensação, banco de horas ou pagamento das horas trabalhadas no feriado.

    Preparando sua empresa para o feriado municipal

    Mesmo sendo um feriado municipal e caindo em um domingo, há cuidados que toda empresa deve observar:

    • Verificar instrumentos coletivos (convenções e acordos) da categoria;
      • Adequar escalas de trabalho para domingo/feriado;
      • Estabelecer regras claras de compensação ou pagamento em caso de trabalho no dia;
      • Atualizar o departamento de pessoal sobre eventuais impactos nas folhas e banco de horas;
      • Comunicar aos colaboradores com antecedência sobre a escala de 25 de janeiro.

    Esses passos evitam passivos trabalhistas decorrentes de escalas mal organizadas ou falta de instrumentos coletivos que prevejam a compensação adequada do trabalho no feriado.

    Uma breve análise técnica sobre o tema

    O aniversário de São Paulo é um feriado municipal, válido apenas na cidade de São Paulo. Como em 2026 ele cai em domingo, a regra mais importante é a de que o feriado coincide com o descanso semanal remunerado (DSR) para a maioria dos trabalhadores, o que não gera automaticamente folga compensatória nem pagamento adicional para quem normalmente não trabalha aos finais de semana. 

    Para quem trabalha aos domingos ou em plantões, a convocação no feriado pode gerar direito a folga em outro dia ou pagamento extra, conforme CLT, convenção coletiva e entendimento jurisprudencial consolidado. 

    Melissa Noronha – Advogada Trabalhista Empresarial

    Onde nascem os erros mais comuns

    Na prática, esse tema costuma ser subestimado porque ele não “grita”. Não paralisa a empresa, não gera conflito imediato, não parece urgente. Justamente por isso, acaba sendo tratado de forma automática, sem análise jurídica. 

    Alguns empresários podem pensar:

    “Mas é só um domingo.”
    Quando o feriado coincide com domingo, a regra do descanso semanal pode não produzir efeitos extras para quem não trabalha aos finais de semana.

    “Não tenho funcionários escalados para domingo.”
    Se houver escala e o trabalhador for convocado no feriado, aí sim há impacto jurídico.

    “Aqui não se fala em feriado municipal.”
    O feriado municipal vale apenas para quem exerce atividades dentro da cidade e só para quem trabalha no dia efetivamente.

    O problema é que pequenas decisões de escala, quando repetidas ao longo do tempo, constroem passivos silenciosos. Um domingo tratado como “comum”, uma convocação mal documentada, uma convenção ignorada, tudo isso pode virar questionamento judicial depois. Entender quando o feriado existe, para quem ele vale e quais efeitos ele produz não é excesso de cautela, é gestão responsável da rotina.

    Sua empresa já revisou as escalas de trabalho e os instrumentos coletivos para lidar com feriados?


    No Noronha e Nogueira Advogados, ajudamos empresas a organizar jornada, escalas e compensações de forma juridicamente segura e alinhada com a CLT e com as convenções coletivas.

    Fale conosco para uma consultoria estratégica e evite passivos trabalhistas neste e em outros feriados.

    Nossa parceria com as empresas é estratégica e contínua, com foco em três pilares essenciais: prevenção, defesa e gestão de riscos trabalhistas. Trabalhamos para que o Direito do Trabalho seja um aliado da gestão, protegendo o negócio, fortalecendo relações e garantindo segurança jurídica nas decisões.

    Mais do que advogar, atuamos lado a lado com o empresário para construir ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e sustentáveis.

     

  • Coerência entre o atestado médico e o comportamento do empregado pode dar justa causa

    Coerência entre o atestado médico e o comportamento do empregado pode dar justa causa

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Empregado afastado pode praticar qualquer atividade? Entenda quando a incoerência entre o atestado médico e o comportamento do trabalhador pode justificar justa causa e como a empresa deve agir.

     

    Empregado afastado do trabalho porque está passando mal, mas no dia seguinte acorda melhor e pensa:

    “Vou aproveitar esses dias de “folga” para resolver umas coisinhas”, hã hã hã 

    Foi mais ou menos isso que aconteceu e acabou em justa causa!

    Uma auxiliar administrativa, afastada por gastroenterite, aproveitou os 3 dias de afastamento médico para fazer bronzeamento artificial.

    Pois bem. A empresa descobriu e decidiu demitir a empregada por justa causa

    A empregada entrou com ação trabalhista e o TRT entendeu que:

    Se a trabalhadora estava bem o suficiente para se submeter ao bronzeamento artificial, então estava bem o suficiente para trabalhar.

    Que houve o rompimento da confiança, elemento essencial na relação de emprego.

    A Juíza decidiu: 

    A licença médica serve para recuperação. 

    Atividades incompatíveis com o tratamento quebram a boa fé.

    Bronzeamento artificial envolve calor e risco de desidratação o oposto do recomendado para quem está sofrendo com gastroenterite.

    A dona da clínica de estética afirmou que a empregada:

    – disse estar bem

    – bem alimentada

    – em boas condições físicas

    O que reforça a ideia de que a empregada não precisava estar afastada do trabalho.

    Foi assim que a Justiça do Trabalho manteve a justa causa, com base em:

    – Mau procedimento

    – Quebra de fidúcia

    – Incompatibilidade entre a doença alegada e a conduta adotada

    Com a dispensa por justa causa, a empregada perdeu o direito ao recebimento de:

    – aviso prévio

    – 13º. Salário proporcional

    – férias proporcionais + 1/3

    – levantamento do FGTS e multa de 40%

    – seguro desemprego

    Estar afastado do serviço não significa ficar preso em casa, MAS… O empregado não deve praticar atividades que contrariam o motivo do afastamento médico

    O QUE IMPORTA é a coerência entre o atestado médico e o comportamento do empregado. Afastamento médico é assunto sério e envolve boa fé e ética.

    Para saber como a empresa deve agir em situações semelhantes, conte com a assessoria jurídica do escritório Noronha e Nogueira Advogados.

  • Tema 1370 do STF: Quem paga a mulher afastada por violência doméstica?

    Tema 1370 do STF: Quem paga a mulher afastada por violência doméstica?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    STF decide no Tema 1370 quem paga o afastamento da mulher por violência doméstica. Entenda as obrigações da empresa, do INSS e os riscos trabalhistas.

     

    Imagine a situação: o RH recebe uma comunicação urgente informando que uma empregada precisará se afastar do trabalho por medida protetiva decorrente de violência doméstica. A primeira reação costuma ser de dúvida e até de insegurança:

    “A empresa é obrigada a pagar salário?”
    “Isso é responsabilidade do INSS?”
    “E se eu não pagar, o risco é meu?”

    Essa discussão chegou ao Supremo Tribunal Federal e foi definitivamente esclarecida no Tema 1.370. E a resposta impacta diretamente na rotina das empresas.

    O que o STF decidiu no Tema 1370?

    Ao julgar o Tema 1370, o STF definiu que o afastamento da mulher do trabalho em razão de violência doméstica não pode gerar prejuízo financeiro à empregada, cabendo:

    • ao empregador: o pagamento dos salários referentes aos primeiros 15 dias de afastamento;
    • ao INSS: o pagamento do benefício previdenciário a partir do 16º dia, nos moldes do auxílio por incapacidade temporária.

    Na prática, o Supremo equiparou esse afastamento a uma situação de proteção social, garantindo renda à vítima e repartindo a responsabilidade entre empresa e Previdência Social.

    Por que isso virou um problema nas empresas?

    Porque, até a decisão do STF, havia grande insegurança jurídica.

    Muitas empresas:

    • deixavam de pagar os salários;
    • lançavam faltas injustificadas;
    • suspendiam o contrato sem remuneração;
    • ou simplesmente aguardavam uma posição do INSS.

    O resultado? Passivos trabalhistas e previdenciários, além de risco de condenação por violação de direitos fundamentais.

    Com a decisão do STF, essa margem de dúvida acabou.

    Afastamento por violência doméstica não é “opção” do empregador

    A Lei Maria da Penha já previa a possibilidade de afastamento da mulher do trabalho por até seis meses, quando necessário para sua proteção.

    O que o STF fez foi dar efetividade a esse direito, deixando claro que:

    • a empregada não pode ficar sem renda;
    • a empresa não pode se omitir;
    • o custo inicial do afastamento integra o risco da atividade econômica.

    Ignorar essa realidade não é apenas um erro de gestão é descumprimento da legislação.

    Quais os riscos para o empregador que não cumpre a regra?

    Empresas que deixam de pagar corretamente esse período de afastamento podem sofrer:

    • condenação ao pagamento de salários atrasados;
    • reflexos em férias, 13º salário e FGTS;
    • indenização por danos morais;
    • autuações administrativas;
    • desgaste institucional e de imagem.

    Além disso, a postura empresarial é cada vez mais observada sob a ótica da responsabilidade social e do compliance trabalhista.

    E o papel do RH e da gestão?

    A decisão do STF exige das empresas:

    • preparo do RH para lidar com situações sensíveis;
    • protocolos internos claros para afastamentos protegidos;
    • orientação correta às lideranças;
    • articulação com o setor previdenciário quando necessário.

    Não se trata apenas de pagar ou não pagar salário, mas de agir corretamente diante de uma situação de extrema vulnerabilidade.

    Parecer jurídico — Dra. Melissa Noronha

    O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Tema 1.370, firmou entendimento de que o afastamento da mulher do trabalho em razão de violência doméstica não pode acarretar prejuízo financeiro, cabendo ao empregador o pagamento da remuneração nos primeiros 15 dias e ao INSS a cobertura previdenciária a partir do 16º dia.

    A omissão da empresa ou a transferência integral desse ônus à empregada configura descumprimento da legislação trabalhista e previdenciária, expondo o empregador a riscos relevantes, inclusive indenizatórios.

    Recomenda-se que as empresas adequem imediatamente seus procedimentos internos, capacitem o RH e alinhem sua atuação à decisão do STF, garantindo segurança jurídica e conformidade legal.

    Dra. Melissa Noronha
    Advogada – Direito do Trabalho Empresarial

    Sua empresa está preparada para esse tipo de situação?

    Temas como esse mostram que o risco trabalhista não está apenas nas rotinas comuns, mas também em situações excepcionais e cada vez mais frequentes.

    A assessoria jurídica trabalhista preventiva ajuda a empresa a agir com segurança, humanidade e conformidade legal, evitando decisões improvisadas que geram processos e condenações.

    O Noronha e Nogueira Advogados atua ao lado de empresários e gestores para estruturar políticas internas, orientar o RH e reduzir passivos trabalhistas.

    Entre em contato conosco e agende uma reunião.

  • Quanto custa não ter advogado trabalhista na rotina da empresa?

    Quanto custa não ter advogado trabalhista na rotina da empresa?

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Descubra quanto sua empresa pode perder ao não contar com assessoria trabalhista contínua. Multas, passivos ocultos e decisões erradas custam muito mais do que prevenção jurídica.

    Muitos empresários fazem essa conta errada:
    “Advogado trabalhista é custo.”

    Mas quase ninguém calcula o custo de não ter.

    O que a empresa perde sem assessoria contínua

    • multas administrativas;
    • condenações evitáveis;
    • acordos caros;
    • tempo da gestão;
    • desgaste emocional;
    • risco à imagem da empresa.

    E tudo isso sem perceber, até virar processo.

    A falsa economia

    Empresas sem orientação jurídica:

    • tomam decisões baseadas em “achismo”;
    • replicam práticas de outras empresas;
    • ignoram mudanças da lei e da jurisprudência;
    • só descobrem o erro na audiência.

    Nesse ponto, não existe mais correção barata.

    Breve parecer – Dra. Melissa Noronha

    “Assessoria jurídica trabalhista não é despesa operacional. É instrumento de proteção patrimonial, estratégica e preventiva para o empresário.”

    A pergunta correta não é:
    “Quanto custa ter advogado trabalhista?”

    Mas sim:
    “Quanto custa uma condenação evitável?”

    Empresas que investem em prevenção:

    • reduzem passivo;
    • ganham segurança;
    • tomam decisões mais firmes;
    • crescem com menos risco.

    E é exatamente aqui que está a virada de chave.

    Ter um advogado trabalhista na rotina da empresa não é luxo, nem exagero. É gestão de risco. É governança. É visão empresarial madura.

    O empresário que conta com assessoria contínua:

    • previne problemas antes que eles existam;

    • toma decisões com base em lei e jurisprudência atual;

    • evita multas, autuações e ações desnecessárias;

    • protege o caixa, a reputação e a tranquilidade do negócio;

    • transforma o Direito do Trabalho em aliado estratégico, não em ameaça.

    O empresário que não conta com isso… reage.
    Reage quando já é tarde.
    Reage quando o processo chegou.
    Reage quando o passivo já virou número.

    No fim, a conta sempre chega. A diferença é se ela chega como investimento ou como prejuízo.

    No Noronha e Nogueira Advogados, atuamos exatamente nesse ponto:

    •  antes do problema virar processo,
    •  antes da dúvida virar erro,
    •  antes do risco virar condenação.

    Se você quer crescer com segurança, previsibilidade e controle, é hora de trazer o Direito do Trabalho para dentro da estratégia do seu negócio.

    Agende uma reunião conosco e descubra quanto sua empresa pode economizar ao invés de pagar o preço de errar.

     

  • Prêmio pago por anos vira salário?

    Prêmio pago por anos vira salário?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Prêmio pago de forma habitual vira salário? Entenda a decisão do TST, quando o prêmio se incorpora ao contrato de trabalho e os riscos trabalhistas para as empresas.

    Imagine a seguinte situação, bastante comum nas empresas brasileiras: para incentivar resultados, a empresa cria um “prêmio” mensal. No começo, a ideia é boa. O pagamento vira rotina, cai todo mês na conta do empregado, sem metas claras, sem variação e sem critérios objetivos.

    Anos depois, diante de um cenário econômico mais apertado, a empresa decide cortar o benefício.

    É nesse momento que o problema aparece e foi exatamente isso que chegou ao Tribunal Superior do Trabalho.

    O que decidiu o TST?

    Segundo recente decisão, o Tribunal Superior do Trabalho entendeu que um prêmio pago de forma contínua, habitual e desvinculado de desempenho real passa a ter natureza salarial, não podendo ser simplesmente retirado pelo empregador.

    No caso analisado, o valor era pago por anos, mensalmente, sem metas específicas ou variação conforme produtividade. Na prática, funcionava como complemento salarial.

    Diante disso, o TST reconheceu que a parcela se incorporou ao contrato de trabalho e sua supressão configurou alteração contratual lesiva, vedada pela legislação trabalhista.

    Por que isso é um alerta para você, empresário?

    Desde a Reforma Trabalhista, muitos empregadores passaram a acreditar que todo e qualquer “prêmio” estaria automaticamente fora do salário.

    Esse é um equívoco perigoso.

    A legislação realmente permite o pagamento de prêmios sem natureza salarial, desde que eles estejam vinculados a:

    • desempenho superior ao ordinariamente esperado;
    • metas claras;
    • critérios objetivos;
    • pagamento eventual ou variável.

    Quando esses elementos não existem, a Justiça do Trabalho tende a reconhecer a natureza salarial da verba, independentemente do nome que a empresa deu a ela.

    O erro mais comum: Chamar de prêmio aquilo que é salário

    Na prática, muitos passivos trabalhistas nascem de situações como:

    • prêmio pago todo mês, no mesmo valor;
    • ausência de metas formalizadas;
    • pagamento automático, sem avaliação de desempenho;
    • rubrica criada apenas para reduzir encargos.

    Com o tempo, esse “prêmio” perde completamente sua característica de incentivo e passa a ser visto como parte do salário.

    E salário, uma vez incorporado, não pode ser retirado unilateralmente.

    O que a legislação trabalhista diz sobre isso?

    A CLT proíbe alterações contratuais que resultem em prejuízo ao empregado.

    Além disso, a jurisprudência do TST é firme no sentido de que a habitualidade e a forma de pagamento prevalecem sobre o rótulo dado pela empresa.

    Em outras palavras: não importa se o holerite chama de “prêmio”. Se, na prática, ele funciona como salário, será tratado como salário.

    Quais são os riscos para a sua empresa?

    A retirada indevida de um prêmio incorporado pode gerar:

    • condenação ao pagamento das diferenças salariais;
    • reflexos em férias, 13º, FGTS e horas extras;
    • nulidade da alteração contratual;
    • aumento expressivo do passivo trabalhista.

    E, muitas vezes, isso só aparece anos depois, quando o valor acumulado já é significativo.

    Como evitar esse tipo de problema?

    Para reduzir riscos, a empresa deve:

    • estruturar programas de prêmio com metas claras e documentadas;
    • evitar pagamentos fixos e automáticos;
    • prever variação conforme desempenho real;
    • revisar políticas de remuneração variável com assessoria jurídica;
    • nunca suprimir parcelas habituais sem análise prévia.

    Prevenção custa menos do que litígio.

    Parecer jurídico — Dra. Melissa Noronha

    “O pagamento habitual de prêmio, sem vinculação efetiva a desempenho superior ou metas objetivas, descaracteriza sua natureza indenizatória e conduz ao reconhecimento de natureza salarial, nos termos da legislação trabalhista e da jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho.

    A supressão unilateral dessa parcela, quando incorporada ao contrato de trabalho, configura alteração contratual lesiva, sujeitando a empresa ao pagamento de diferenças salariais e reflexos legais.

    Recomenda-se que as empresas revisem suas políticas de remuneração variável, garantindo critérios objetivos, formalização adequada e alinhamento com a legislação vigente, a fim de evitar passivos trabalhistas relevantes.”

    Dra. Melissa Noronha
    Advogada – Direito do Trabalho Empresarial

    E na sua empresa, como funciona o pagamento de prêmio?

    Se você paga prêmios mensais, fixos ou sem metas claras, é possível que eles já estejam incorporados ao salário, mesmo que o RH não perceba.

    A assessoria jurídica trabalhista preventiva ajuda a identificar riscos ocultos e ajustar políticas antes que se transformem em processos judiciais.

    O Noronha e Nogueira Advogados atua ao lado de empresários para estruturar remuneração variável de forma segura e estratégica.

    Entre em contato conosco e agende uma reunião.

  • PEC do fim da escala 6×1: o que muda para as empresas?

    PEC do fim da escala 6×1: o que muda para as empresas?

    Tempo de leitura: 3 minutos

    PEC do fim da escala 6×1: entenda o que está em debate, o que não mudou na legislação, os riscos de decisões precipitadas e como as empresas devem se preparar com segurança jurídica.

    Imagine reorganizar toda a operação da sua empresa: escalas, custos, equipes e produtividade por causa de uma mudança constitucional que ainda está em debate, mas já gera expectativa, insegurança e ruído no mercado.

    Esse é o cenário criado pelo Projeto de Emenda Constitucional que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil.

    Antes de tomar decisões precipitadas, é fundamental entender o que realmente está sendo discutido, o que não mudou e quais riscos as empresas correm ao se antecipar sem critério.

    O que prevê a PEC do fim da escala 6×1?

    A proposta em debate busca alterar o texto constitucional para:

    • reduzir a jornada semanal de trabalho;
    • extinguir, de forma indireta, a possibilidade da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso);
    • ampliar o tempo de descanso do trabalhador.

    Na prática, a discussão gira em torno da adoção de jornadas com mais dias de descanso, como a escala 4×3 ou 5×2, dependendo do setor e da regulamentação futura.

    Importante destacar: trata-se de uma PEC, ou seja, não é lei vigente.

    A escala 6×1 acabou?

    Não.

    Até o momento:

    • a escala 6×1 continua plenamente válida;
    • não houve alteração na Constituição Federal;
    • não existe obrigação legal de mudança imediata nas escalas praticadas pelas empresas.

    Qualquer modificação agora é decisão gerencial, não imposição legal.

    Por que esse tema preocupa tanto os empresários?

    Porque a escala 6×1 é amplamente utilizada em setores como:

    • comércio;
    • supermercados;
    • indústria;
    • saúde;
    • serviços essenciais.

    O fim dessa escala, se aprovado nos moldes discutidos, poderá impactar:

    • custos de folha de pagamento;
    • necessidade de novas contratações;
    • organização de turnos;
    • produtividade;
    • negociações coletivas.

    Antecipar mudanças sem base legal pode gerar desequilíbrio financeiro e passivos trabalhistas desnecessários.

    Redução da jornada significa redução de salário?

    Outro ponto sensível.

    A proposta discutida parte da lógica de redução da jornada sem redução salarial, o que aumenta a preocupação empresarial.

    Isso significa que, caso aprovada nesses termos, a empresa poderá ter:

    • menos horas trabalhadas;
    • manutenção dos salários;
    • aumento indireto do custo da hora de trabalho.

    Tudo isso ainda depende de texto final, regulamentação e, possivelmente, negociação coletiva.

    O risco de decisões precipitadas

    Algumas empresas, movidas pelo medo ou pela pressão interna, já cogitam:

    • alterar escalas antes de qualquer mudança legal;
    • reduzir jornada de forma informal;
    • compensar horas sem respaldo jurídico;
    • transferir custos para o empregado.

    Essas medidas podem gerar:

    • descumprimento da legislação atual;
    • autuações;
    • ações trabalhistas;
    • nulidade de ajustes feitos sem base legal.

    O que a empresa deve fazer agora?

    Neste momento, a conduta mais segura é:

    • acompanhar a tramitação da PEC, sem alterar rotinas precipitadamente;
    • mapear impactos financeiros e operacionais de possíveis mudanças;
    • avaliar alternativas de escala compatíveis com cada setor;
    • fortalecer o diálogo com sindicatos;
    • contar com assessoria jurídica trabalhista estratégica.

    Planejamento agora evita prejuízo depois.

    Parecer jurídico da Dra. Melissa Noronha

    A proposta de fim da escala 6×1 e de redução da jornada de trabalho encontra-se em fase de debate legislativo, não produzindo, até o momento, qualquer efeito jurídico obrigatório para as empresas.

    Enquanto não houver aprovação da Emenda Constitucional e eventual regulamentação infraconstitucional, a escala 6×1 permanece válida e plenamente aplicável, desde que observados os limites legais da jornada e do descanso semanal remunerado.

    Recomenda-se cautela por parte dos empregadores, evitando alterações precipitadas nas escalas de trabalho, bem como acompanhamento técnico-jurídico da tramitação da PEC, a fim de preparar a empresa para eventuais mudanças futuras com segurança jurídica.

    Dra. Melissa Noronha
    Advogada – Direito do Trabalho Empresarial

    A sua empresa está preparada para mudanças estruturais?

    Discussões como essa mostram que gestão de pessoas e estratégia empresarial caminham junto com o Direito do Trabalho.

    Empresas que se antecipam com planejamento jurídico saem na frente. As que decidem no impulso, geralmente pagam o preço depois.

    O Noronha e Nogueira Advogados acompanha de perto projetos legislativos, negociações coletivas e mudanças estruturais que impactam empregadores.

    Entre em contato conosco e agende uma reunião para avaliar os possíveis impactos dessa proposta no seu negócio.